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Filipe Toledo ainda é o Brasil no Pipe Masters

19 / dez
Publicado por Alexandre Gondim às 16:13

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Felipe Toledo tem o backdoor como aliado para conquistar o Pipe Master . Foto: Tony Heff

 

O Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons ficou mais três dias parado e o prazo de espera para finalizar o evento termina na terça-feira.

O Pipe Master retornou em ondas pequenas no domingo para as primeiras eliminatórias da etapa que fecha o Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 no Havaí.

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Wigolly Dantas garantiu sua vaga para o CT 2017. Foto: Damien Poullenot/WSL

As direitas do Backdoor funcionaram melhor com bons tubos.

Oito brasileiros competiram e o único a passar da terceira fase foi Filipe Toledo que está na repescagem tentando se manter na competição.

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Alex Ribeiro não competiu no domingo, pois sua bateria é a última da terceira fase e ficou para abrir a segunda-feira em Pipeline. Foto: Kelly Cestari/WSL

Depois da bateria dos dois surfistas de Ubatuba, mais quatro brasileiros tentaram a vitória que valia duas chances de classificação para as quartas de final, mas todos competiram numa hora ruim do mar e perderam.

Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, que decidiram o título no ano passado, não tiveram chances de mostrar o que sabem com a irregularidade do mar e quase não surfaram em suas baterias.

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Medina utilizando seus aéreos em Pipeline. Fato incomum para este mar. Foto: Damien Poullenot/WSL

O atual campeão da Tríplice Coroa Havaiana e finalista em Pipeline nos dois últimos anos, ainda surfou um bom tubo no Backdoor, mas logo o australiano Ryan Callinan deu o troco num parecido com o dele para vencer por 15,34 a 11,43 pontos. Com a derrota na terceira fase, Medina agora pode perder a vice-liderança no ranking para o sul-africano Jordy Smith, ou para o norte-americano Kolohe Andino.

“Estou muito feliz com o meu ano”, disse Gabriel Medina. “Foi um bom ano e quero agradecer a todos que estiveram envolvidos comigo. Agora vou para o Brasil para relaxar um pouco com a minha família e amigos, porque logo começa tudo de novo. Vou voltar a treinar forte e estou me sentindo muito bem e confiante para o próximo ano”.

Duas baterias depois, Adriano de Souza ficou mais de 30 minutos esperando por ondas e não teve o que fazer contra Nat Young, que precisa de um bom resultado para garantir sua permanência no CT e avançou por 8,00 a 3,34 pontos. O norte-americano continua em último no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite, com sua vaga ainda ameaçada pelo compatriota Kanoa Igarashi e o francês Jeremy Flores. Os dois também podem tirar o brasileiro Miguel Pupo do CT 2017 se entrarem no G-22.

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Adriano de Souza não conseguiu manter o bom nível em pipeline. Foto: Tony Heff/WSL

“Foi um ano diferente para mim, por ter sido campeão mundial e estou animado para o próximo ano”, disse Adriano de Souza. “Acho que vai ser melhor, porque terei mais tempo de me preparar para a temporada. Pena que não veio onda na bateria, mas esse evento é muito especial para mim. Eu venho para este campeonato há 10 anos, sempre aproveitando para aprender com os melhores e vou continuar por aqui treinando para o ano que vem”.

Na batalha pelas últimas vagas no G-22 do CT, a derrota de Miguel Pupo para o australiano Joel Parkinson acabou garantindo Wiggolly Dantas na elite de 2017, que tinha perdido para Filipe Toledo na única classificação brasileira para a quarta fase no domingo.

A maioria das baterias foi fraca de ondas e Pupo foi batido por 12,10 a 8,74 pontos, enquanto Filipe ganhou por 10,44 a 4,13 de Wiggolly, que permanece em vigésimo no ranking, mas sem o perigo de sair do G-22 no Havaí.

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Até o começo desta etapa Ítalo Ferreira estava em décimo quarto lugar no CT. Foto: Tony Heff/WSL

Após essas duas baterias, vieram mais três eliminações do Brasil na terceira fase. O potiguar Italo Ferreira arriscou até os aéreos contra Michel Bourez, mas o taitiano venceu por 12,16 a 10,34 pontos.

Na disputa seguinte, John John Florence pegou bons tubos no Backdoor para totalizar 15,27 pontos, marca logo batida por Ryan Callinan, que atingiu 15,34 na vitória sobre Gabriel Medina. E ainda teve Adriano
de Souza somando apenas 3,34 na última participação brasileira no domingo em Pipeline.

Começa Pipe Master e saiba o que Medina,Toledo e Mineiro precisam fazer para saírem do Havaí com o título


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