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O futuro do surfe será clássico 

21 / set
Publicado por Alexandre Gondim às 22:38

Terça-feira, 19/09, foi um marco para surfe competição, Kelly Slater e WSL promoveram uma seção de surfe com os mais importantes ícones do esporte para testemunhar a história acontecer na piscina de ondas artificiais desenvolvida pelo onze vezes campeão mundial Kelly Slater, na Califórnia, Estados Unidos.
Não é mais sonho. É realidade que da margem à projetos. Com o sucesso desse evento teste, fala-se que já em Maio do próximo ano uma competição no Surf Ranch já figure no calendário de eventos da WSL valendo pontos para o Championchip Tour.
Gabriel Medina foi o campeão. Foto: WSL/ Sean Rowland
A ideia seria que até 2020 sejam construídas piscinas semelhantes a de Kelly no Brasil, Austrália e Japão. Cogita-se também um circuito só em ondas artificiais que serão comandadas por um softwear que regula a formação e o tipo de onda.
Ratificando o excelente momento dos brasileiros, Gabriel Medina foi o vencedor do evento seguido por Filipe Toledo que foi a grande atração com seus aéreos insanos. “É perfeito! Essa é a onda que a gente tem nos sonhos, aquela que a gente desenha no papel. Ter a oportunidade de surfá-la, encaixar um tubo de 20 segundos, conseguir sair e ainda emendar em diversas manobras é incrível”, festejou Filipinho
Toledo, Medina e Silvana Lima. Foto: WSL
Assisitiram o espetáculo um seleto grupo de investidores, poucos jornalistas e surfistas que iniciaram a profissionalização do esporte como os fundadores internacionais da International Pro Surfing (IPS) Fred Hemmings e Randy Rarick, os Campeões do Mundo Peter Townend (1976), Shaun Tomson (1977), Wayne “Rabbit” Bartholomew (1978) e Mark Richards (1979-1982), como bem como fundador da Associação de Profissionais de Surf (ASP) e ex-N ° 2 do mundo Ian Cairns.Todos ficaram emocionados com o evento.
Shaun Tomson,Mark Richards e Eddie Vedder. Foto: WSL/ Kenneth Morris
“Eu estava absolutamente animado para fazer parte disso”, disse Mark Richards. “Fiquei muito impressionado com o que vi”. Como a maioria dos presentes, Richards ficou surpreso com o que viu e completou “Entrando, pensei que o julgamento seria realmente difícil, porque eu imaginava que todas as ondas eram exatamente as mesmas, mas esse não era o caso”, explicou. “Nós vimos pessoas caindo de ondas, caras desenhando linhas diferentes e surfistas lendo a onda melhor do que outros. Na verdade, era realmente fácil dizer quem surfou melhor”
“Essa onda é inacreditável”, disse Shaum Tomson. “Foi ótimo ver os surfistas desse calibre muitas vezes serem vencidos pela onda”
“Você tem que ter todo o pacote aqui”, diz Ian Cairns. “É uma onda longa e desafiadora, e você tem que mostrar aos juízes o seu alcance inteiro para obter uma boa pontuação neste tipo de configuração”.
Competidores do Surf Ranch.. Foto: WSL/ Steve Sherman
Observando o que Ian falou, não houve uma única nota 10 durante todo o dia. Filipe Toledo conquistou a maior pontuação com um 9.83. Stephanie Gilmore teve o segundo maior score, com um 9.77.
O formato para este evento foi diferente dos tradicionais. Com apenas quatro ondas permitidas por bateria, a pressão para não errar foi intensificada. “Isso deu mais uma forma olímpica”, disse Richards. “Apenas duas ondas contadas, uma esquerda e uma direita, então, se você cair, você acabou. E nós vimos que muitos caem com esse tipo de pressão é exatamente o que faz eventos como as Olimpíadas tão emocionantes.”
Stephanie Gilmore mostrou como entubar e ficou com a segunda maior nota. Foto: WSL / Kenneth Morris
De acordo com o anfitrião Slater: “Quando o campo de jogo é nivelado, é muito mais fácil ver quem o utilizou da melhor forma”, disse Slater.
“A tecnologia é inacreditável”, disse Bartholomew. “Eu estava conversando com Mick, Joel e Steph, e comparávamos essa seção de tubo com Greenmount. É simplesmente incrível. Kelly provou que é um cientista”
Esse é o futuro…


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