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Filipe Toledo a dois passos da tríplice coroa

24 / nov
Publicado por Alexandre Gondim às 21:58

 

Filipe Toledo levanta o troféu na praia de Haleiwa no Havai. Foto: @WSL / Keoki Saguibo

Filipe Toledo conquistou a primeira vitória brasileira nas ondas de Haleiwa Beach, no primeiro desafio dos três campeonatos da Tríplice Coroa Havaiana, que fecha a temporada 2017 da World Surf League na ilha de Oahu. 

A triplice Coroa é considerado, pelos havaianos, o mais importante entre todos os circuitos, até mais que o CT da WSL.

Felipinho realizando um um aéreo full-rotation. Foto: @WSL / Tony Heff

O também paulista de Ubatuba, Wiggolly Dantas, disputou a bateria final e ficou em terceiro lugar, com o norte-americano Griffin Colapinto em segundo e o taitiano Michel Bourez em quarto. 

Mais dois brasileiros chegaram nas semifinais, o campeão mundial Adriano de Souza e Tomas Hermes, segundo catarinense a confirmar vaga no CT 2018 no penúltimo QS 10000 do ano no Havaí.

“É maravilhoso, realmente incrível, porque senti o gosto da vitória em 2015, quando fui vice-campeão, mas agora consegui o título aqui, o primeiro brasileiro, é incrível isso”, disse Filipe Toledo. “Eu já me qualifiquei para o World Tour do ano que vem, então eu estava super relaxado. Eu só fiz o meu jogo com minhas estratégias e fiz o que precisava fazer, então agradeço a Deus pelas ondas nas baterias e por esses aéreos. Foi muito divertido”.

 Toledo foi carregado ate o pódio. Foto: @WSL / Tony Heff

Na grande final, o californiano Griffin Colapinto, segundo surfista a confirmar classificação para a elite dos top-34 da World Surf League largou na frente finalizando sua primeira onda com um ataque na junção incrível para ganhar 8,17 com apenas duas manobras. Ele demorou bastante para pegar a segunda, enquanto isso Filipe Toledo foi ganhando vantagem. Ele entrou na briga com o 7,67 que recebeu em sua terceira onda e o 6,50 da quarta. Quando o novo integrante do CT pegou sua segunda, que foi boa também e valeu 7,77, Filipe respondeu com um aéreo full-rotation sem as mãos na prancha que arrancou 8,87 dos juízes, para atingir imbatíveis 16,54 pontos, contra 15,94 do norte-americano. .

“Era uma onda média e o Wiggolly Dantas olhou para ela, a prioridade de escolha da onda era dele, mas ele não gostou porque parecia que ia fechar e deixou passar”, contou  Toledo. “Eu entrei nela e quando bati no ‘lip’ para voar no aéreo, senti que a prancha tinha quebrado, ouvi um barulho muito louco e pensei, “não”. Ainda assim, fiz toda a rotação e pousei na espuma. Eu fiquei assustado, achando que a prancha tinha partido ao meio, mas graças a Deus ela estava bastante sólida ainda e eu pude aterrisar naquele aéreo”.

Wiggoly Dantas ocupa a 24 posição no ranking do CT. Foto: @WSL / Tony Heff

No momento, Wiggolly Dantas ocupa a 24.a posição no ranking do CT, portanto está fora do grupo dos 22 primeiros que são mantidos na elite para o ano que vem. Ele está focado em brigar pela vaga no Billabong Pipe Masters e só tinha participado de duas etapas do QS antes dessa. Com os 6.700 pontos do terceiro lugar no Hawaiian Pro, saltou de 301 para 47 no ranking e pode até conseguir sua permanência na elite entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series, caso conquiste outro bom resultado como este no QS 10000 de Sunset Beach, que começa no sábado. Metade das vagas ainda está em disputa.

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