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Dia Mundial do Autismo: mãe de garoto autista realiza ações para conscientizar colegas e professores do garoto

02 / abr
Publicado por Amanda Tavares às 16:46

Esta segunda-feira, (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma mãe de um menino autista resolveu promover uma ação especial onde o menino estuda, numa escola particular da Zona Oeste do Recife. Ana Karine Holanda levou fitinhas com mensagens explicativas para estudantes e professores e realizou palestras em quatro turmas do ensino fundamental. A partir da experiência com o seu filho, Rafael, de 11 anos, Ana tenta conscientizar as pessoas sobre as principais necessidades e características dos autistas.

“Também sou professora e sei da necessidade de muitos colegas de entender o espectro autista. Sei também que existe muita falta de estrutura nas instituições de ensino. Por isso acho importante levar informações para os professores e alunos”, explica Ana. A receptividade na escola do filho foi além do esperado por ela, que resolveu, ainda esta semana, realizar mais duas ações nos seus ambientes de trabalho: uma faculdade em Caruaru, Agreste do Estado, e numa repartição pública no Recife. “Isso é aonde posso ir. Sei que, diante do universo de autistas, é pouco, mas acredito que já consegui conscientizar muita gente”, afirma.

No último domingo, Ana Karine publicou um texto no Facebook contando sua experiência.Também compartilhou a história nos grupos de WhatsApp. “Recebi mensagens de muitos colegas de trabalho e ainda de pessoas de lugares que frequento, como o salão de beleza, para que eu fosse até lá levar as fitinhas e informações.Na escola do meu filho, via que eles faziam questão do material, como se fosse um presente”, relata.

A história de Rafael, filho de Ana, foi contada pelo Jornal do Commercio/JC Online em 2017, na série de reportagens O Mundo de Rafa. Desde muito pequeno, o menino apresentava sinais de que poderia ter o transtorno. A falta de informação da família e de profissionais de saúde que o acompanham dificultaram o diagnóstico, que só foi fechado quando Rafael estava prestes a completar 11 anos.

“A família precisa reconhecer que a criança tem necessidades especiais. Aceitar e se informar. Ir atrás de profissionais qualificados para atendê-los de forma adequada. Com a minha experiência, não procuro me vitimar, mas gostaria que as pessoas tirassem como lição. Meu filho tinha uma assistência, mas a conduta não era correta e por isso vivemos tantos anos sem enxergar uma solução”, alerta.

“A gente não sai imune disso. São muitas as consequências para a família e os familiares também precisam de apoio. Acompanhamento médico, psicológico. Infelizmente, diante da nossa realidade, ainda não é fácil, nem barato, lidar com crianças autistas. No caso do meu filho, que tem plano de saúde, nós ainda gastamos muito com tratamentos particulares porque, nem o SUS, nem os planos particulares oferecem tratamentos eficazes”, desabafa.


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