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A esperança para o BRT na Avenida Cruz Cabugá

09 / ago
Publicado por Roberta Soares às 13:03

BRTs perdem 30 minutos de viagem somente na Avenida Cruz Cabugá. Fotos: Roberta Soares

 

Polêmico ou não, sustentável ou não, moderno ou não. O que mais importa no novo plano urbanístico apresentado nesta terça-feira (8/8) pela Prefeitura do Recife para a bela área de Santo Amaro que compreende a Vila Naval, às margens do estuário do encontro dos Rios Capibaribe e Beberibe, é o que ele vai representar para o Sistema BRT (Bus Rapid Transit). Se vingar – é preciso lembrar que o plano é mais uma tentativa municipal de planejar o crescimento de uma área degradada da cidade, o que é feito há muitas gestões sem que quase nenhum planejamento aconteça -, será a esperança para ver o Corredor Norte-Sul respirar e melhorar sua operação, hoje comprometida pelo tempo perdido nas viagens por causa dos congestionamentos na Avenida Cruz Cabugá.

CONHEÇA O NOVO PLANO URBANÍSTICO DA VILA NAVAL NA ÍNTEGRA AQUI
Prefeitura apresenta novo plano urbanístico para Vila Naval e entorno

Como a gestão municipal nunca teve coragem de segregar uma faixa para o BRT na via, diariamente engarrafada nos horários de pico da manhã e da noite, desde que começou a ser projetado, ainda em 2010/2011, o Corredor Norte-Sul depende do alargamento da Cruz Cabugá para ter a via livre. Só para se ter ideia do impacto do trânsito na operação do BRT, a queda da velocidade comercial dos veículos chega a 50% por causa de trechos como o da Cabugá – com aproximadamente dois quilômetros. Os BRTs saem de velocidades médias de 20/25 km/h para 6/7 km/h. E somente com a perspectiva de alargamento da via o transporte público poderá ganhar exclusividade. É a condição do poder público, infelizmente.

 

 

 

Com o novo plano urbanístico do entorno da Vila Naval, a Avenida Cruz Cabugá poderá ser ampliada em até 12 metros, viabilizando a continuidade do projeto de BRT e, segundo afirmou o secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre, também a malha cicloviária no entorno. A nova proposta de desenvolvimento urbanístico abrange uma área de 110 hectares, situada entre as Avenidas Norte, Agamenon Magalhães e o estuário do encontro dos Rios Capibaribe e Beberibe, onde fica a Vila Naval.

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O plano mantém a ideia básica de construção de torres de uso comercial e residencial, mas agora estabelece o mínimo de 1.782 moradias e reduz o número máximo de andares de 25 para 21, limitado a uma torre dessa altura por quadra. Uma audiência pública para apresentar e discutir a proposta com a população acontecerá no dia 22 de agosto, no Ginásio Pernambucano da Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro. Inscrições podem ser feitas no http://conselhodacidade.recife.pe.gov.br/. A previsão é apresentar o projeto de lei com as diretrizes de ocupação do solo à Câmara Municipal em setembro.

 

 


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