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São Paulo autoriza concessão de terminais de ônibus e do Bilhete Único

04 / out
Publicado por Roberta Soares às 13:13

TI de Prazeres é um dos terminais integrados que estão sendo administrados pela Urbana-PE. É o menor de todos, com apenas duas linhas e oito mil passageiros/dia. Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem

 

Continua polêmico, mas agora é lei. A Prefeitura de São Paulo está autorizada a conceder à iniciativa privada a gestão do Bilhete Único e dos terminais de ônibus urbanos da capital.  O prefeito João Doria sancionou na manhã desta quarta-feira (4/10) a lei do pacote de concessões que inclui, ainda, parques, mercados praças, planetários, o Mercadão Municipal e o Mercado Kinjo Yamato, na região central da capital paulista.

A expectativa do governo municipal é que os frutos da chamada “desestatização” comecem a aparecer a partir de 2018. Segundo o prefeito, o programa pode gerar um impacto financeiro de R$ 5 bilhões até 2020 devido à redução de despesas com manutenção e do aumento da receita. Os recursos futuros seriam, segundo promete a prefeitura paulistana, direcionados a áreas prioritárias, como saúde e educação.

 

TI da Macaxeira é o maior sob a gestão terceirizada e um dos mais problemáticos do sistema

 

A lei sancionada pelo prefeito foi aprovada em setembro pela Câmara Municipal, com 38 votos favoráveis e 13 contrários. Até o final do ano serão lançadas licitações para contratação dos serviços previstos no pacote de concessões. Enquanto isso, a prefeitura abriu chamamentos públicos para receber projetos e sugestões para a definição das regras das parcerias.

Enquanto isso, no Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP), ainda ensaiamos o mesmo processo  e, mesmo assim, com dificuldades. Desde agosto, os empresários de ônibus assumiram a gestão de três dos 24 terminais integrados da Região Metropolitana, mas sem caráter de concessão. Apenas como convênio.  Em troca, o setor empresarial pode explorar a venda de créditos eletrônicos do VEM nos TIs. As informações de bastidores, entretanto, é de que, pelo menos no modelo de gestão terceirizada, a parceria não deve avançar.

 


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