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Autoconhecimento é essencial na hora de escolher a profissão

17 / jul
Publicado por Fiamma Lira às 7:00

Foto: Felipe Jordão/ JC Imagem

FIAMMA LIRA

flira@jc.com.br

Se você tem entre 16 e 18 anos, deve estar se preparando para o fim do ensino médio nestes próximos cinco meses. Só que com esse término chegou o tempo de decidir o que fazer da vida profissional e, de fato, responder àquela tão famosa pergunta: O que vou ser quando crescer? Se estivéssemos em 2015, certamente, a resposta seria advogado ou médico. É que nesse ano, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 48,3%% dos estudantes concluintes do ensino médio escolheram as carreiras tradicionais, como direito ou medicina, para cursos de graduação presencial. Só que hoje, com a recessão e os altos índices de desemprego, muitos jovens estão escolhendo sua profissão não mais pela aptidão, mas pela facilidade de inserção no mercado de trabalho. O problema é que, muitas vezes, essa escolha acontece sem nenhuma avaliação. Por isso, é importante autoconhecimento e cautela antes de bater o martelo sobre a carreira que vai seguir.

Clivson Ruy da Silva é formado em marketing, mas não teve o sucesso esperado na profissão. “Fui chamado para um cargo de marketing na empresa onde já trabalhava, era tudo o que eu almejava, pois estava perto do término do curso. Ainda fiquei à frente dois anos, no entanto, enfrentei problemas com a diretoria que foram minando minhas forças e, com o passar do tempo, a empresa fechou meu setor e fui demitido”, relata. Ele fala que o que o levou a escolher esse ramo foi o fascínio que sentia pela dinâmica e interatividade desse mercado.

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Ruy, como é mais conhecido, conta que, naquela época, estava com ideias frescas na cabeça e mente bem aberta para novas tendências. “Tudo me levava a acreditar que seria um sucesso. Infelizmente, a teoria que tinha não foi suficiente para embasar mudanças e não me qualificou para entrar em outras empresas da área de marketing”, diz.

O profissional ainda aconselha os jovens sobre como fazer uma escolha correta. “Não mire apenas uma profissão, mire sua empregabilidade. Analise muito bem suas competências e habilidades para, a partir delas, nortear a profissão a ser seguida. Uma vez definida, adentre em todas as vertentes dessa profissão, aumente o campo de atuação, mas sem perder o foco principal”, ensina.

Já com Márcia Pereira a situação foi completamente distinta. Ela é formada em administração de empresas com especialização em psicologia social e organizacional, que lhe abriu portas para a docência, ramo pelo qual é super apaixonada. Ela conta as razões do seu sucesso. “O motivo principal é a paixão pelo que faço. Digo sempre aos meus alunos, a competência mais importante de qualquer profissão é o amor. Trabalhar com afinco, capricho, boa vontade, empatia, tudo isso é resultado do amor pelo que se faz”, explica.

Márcia conta que já teve cargos importantes na carreira, porém, se realizou como professora e diz que escolheu a docência por acreditar que somente através da educação é possível melhorar o mundo e transformar a vida das pessoas.

De acordo com a coordenadora de Recursos Humanos da Luandre Letícia Andrade não é errado investir no que está bombando, mas é preciso se atualizar e buscar novos conhecimentos. Letícia mostra o que os jovens devem avaliar na escolha da carreira. “Os estudantes devem pesquisar a área escolhida, visitar as empresas e conversar com profissionais experientes do ramo”, aconselha.

A gerente de educação de produtos da Fundação Estudar, Anamaíra Spaggiari, comenta sobre a importância de uma análise sincera de si mesmo antes de decidir. “Analisar o que se faz bem e do que se gosta, para pensar qual função gostaria de exercer, valores primordiais e quais ambientes se gostaria de trabalhar, qual setor de atuação mais motiva. As motivações do jovem devem ser levadas em consideração quando for encontrar um lugar. O que faz o jovem acordar cedo todo dia pra ir trabalhar? Essas perguntas de autoconhecimento são importantes como critério de decisão de carreira”, conclui.


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