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Mentor do Pacto pela Vida diz: “o programa morreu”

09 / jan
Publicado por Felipe Vieira às 18:05

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Na maratona de entrevistas da inauguração da nova TVJC, o blog recebeu o sociólogo José Luiz Ratton, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Como não poderia deixar de ser, o papo girou em torno de segurança pública e a delicada situação do Pacto pela Vida no Estado. Veja trechos.

MORTE DO PACTO

Da forma como foi concebido, o Pacto pela Vida não existe mais. Ele morreu. É possível dizer isso com todas as letras. O processo de pactuação que resultou na construção de uma política que articulava valores, métodos, governança, tudo isso foi desmontado. O resultados mostram: 2016 foi o quarto ano seguido de ascensão nas taxas de homicídios. Estamos de volta ao passado.
A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA
Liderança importa, e ela foi importante para construir a pactuação da política pública. A condução é do nível central do executivo municipal. Mas certas organizações agora começam a buscar pautas próprias, o que é ruim. O Pacto nunca conseguiu institucionalizar seus muitos avanços. Por exemplo: as formas encontradas para reduzir homicídios pela integração, definição de prioridades, focos em áreas vulneráveis. Isso precisava ter sido transformado em protocolos, em projetos de lei. Não foi.
O PACTO HOJE
O Pacto nasceu da construção de um mecanismo de governança com foco na redução de homicídios. Hoje, suas reuniões não passam de um ritual tecnocrático. Não têm força. Não têm capacidade de faze a política pública acontecer.


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