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Pichação: o poder público vai acordar para o problema?

06 / fev
Publicado por Felipe Vieira às 16:12

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Em São Paulo, o prefeito João Dória (PSDB) está em uma guerra declarada contra a pichação.

Em entrevista à Rádio CBN, no último sábado, o prefeito afirmou que “todos os pichadores são bandidos”.

Em contrapartida, liberou espaços para que grafiteiros possam fazer seus murais.

Os governantes locais poderiam, ao menos, olhar com maior carinho para a mesma questão aqui no Grande Recife. Prédios históricos como o Museu de Arte Contemporânea, em Olinda, não escapam de serem vandalizados.

E é cada vez mais comum o festival de rabiscos em casas, monumentos, imóveis públicos e privados.

Na Rua do Sol, também em Olinda, muitos moradores desistiram de repintar as próprias residências. “Não adianta. A gente pinta, eles vêm e picham. É um inferno”, diz uma moradora, pedindo para não ser identificada.


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As leis que tratam do assunto não são claras. Muitos pichadores são adolescentes. Tudo parece conspirar contra quem deseja uma cidade mais limpa.

A maioria esmagadora da população certamente prefere ver a cidade limpa a “riscada”. E favor não confundir com o grafite, expressão artística que, inclusive, vai ornamentar o Carnaval do Recife.

 

A opinião do blog é clara: street art é, sim, bem vinda, desde que em comum acordo com proprietários e poder público, respeitando as particularidades de cada ambiente. Há lugares, por exemplo, que ficam bem melhores sem qualquer interferência artística. Mas pichação é, sim, vandalismo e deve ser combatida.

Prefeitos e governador: que tal uma “briga” boa, em favor da população?

 


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