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Na avaliação dos representantes de Dilma Rousseff sobre as manifestações de 16 de agosto a foto diz tudo

17 / ago
Publicado por Fernando Castilho às 22:20

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Lembra daquela frase: uma foto vale mais do que mil palavras? Um dia após a terceira série de manifestações pelo país contra o governo da presidenta Dilma Rousseff, a imagem do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, quando informou nesta segunda-feira (17) que a mobilização de ontem (16) foi vista como “um fato natural dentro da normalidade democrática”, dá uma ideia do nível a que o governo Dilma chegou.

O ministro Edinho Silva, como se viu,  destacou a ampliação do diálogo do governo com o Congresso Nacional e com os movimentos sociais, ressaltando que é preciso superar o clima de “pessimismo” sobre a atual situação política e econômica do país.

Ele também disse que “é importante que os brasileiros acreditem no Brasil, que o empresariado acredite no Brasil. As condições que estamos passando são de dificuldade, mas vivemos em um país com todas as condições de superação. Em breve, estaremos colhendo os frutos das medidas que foram tomadas. Esse é o centro da atenção do governo: a retomada do crescimento econômico e da geração de emprego”, destacou.

O que chama a atenção dessas declarações é quem estava ao seu lado. O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE) e o líder do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE). Esse tipo de entrevista diz mais do que qualquer coisa.

A imagem dos três mostra a quanto chegou o governo Dilma. O discurso agora é o que mais chama atenção Guimarães diz que parte do movimento “assumiu uma conotação ideológica muito forte” nas manifestações. Pimentel, por sua vez, diz que o senado vai trabalhar numa pauta positiva que entre outras coisas visa a repatriação de dinheiro de origem lícita depositado no exterior sem declaração à Receita Federal.

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Dilma Rousseff entregou sua defesa sobre as manifestações a três personagens bem interessantes. O ex-tesoureiro de campanha de 2014 que foi acusado de contatos ilegais com o dono da UTC, Ricardo Pessoa, enquanto era tesoureiro da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Um líder cuja biografia inclui o fato de em 2005, ter um assessor preso com dinheiro na cueca quando era deputado estadual e líder do PT na Assembleia Legislativa do Ceará. E um, líder do Governo no Senado cuja grande obra foi ter colaborado para a extinção da Sudene o que lhe rendeu a marca de ser considerado seu coveiro. Mas a foto diz mais do que qualquer coisa.

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