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Como ficará o tripé de apoio na área econômica Lula sem Antônio Palocci

10 / set
Publicado por Fernando Castilho às 19:43


Não dá para considerar apenas “lamentável”, como afirmam os petistas de raiz, a decisão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci de contar conversas e tratativas de negócios não republicanos com o ex-presidente Lula. Não se pode relevar o papel dele não apenas no PT, mas na estruturação do gesto do então candidato, em 2002, na ‘Carta aos brasileiros’, onde assumiu compromissos para um governo de esquerda não radical.

As pessoas esquecem que foi Palocci, ao lado de José Dirceu, junto à classe política, e o ex-presidente, José Sarney, junto as lideranças militares, quem “costurou” o tripé de apoio à chapa Lula/José Alencar. Mais do que o vice-presidente, que não tinha atuação marcante no seu segmento, Palocci era a conexão do novo PT com o mundo empresarial, expressada por Henrique Meireles, no Banco Central, até o dia me que saiu do governo.

Isso quer dizer que o Lula de 2017 precisa de um “novo” Palocci se quiser reestruturar uma base de sustentação para um eventual terceiro governo num segmento estratégico. Sem o amigo Emílio Odebrecht, com Palocci contando inconfidências e Alencar não estando mais entre nós, Lula precisa se reinventar na área econômica. Até porque Meirelles hoje está no outro lado da força


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