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Ausência constrangedora

10 / nov
Publicado por Fernando Castilho às 10:30

O desenvolvimento da Operação Torrentes constrange os pernambucanos. Não só pela gravidade das informações até agora divulgadas pela Polícia Federal, mas pela maneira como o governo do Estado reagiu à presença de equipes táticas da força federal na sede do governo do Estado.

Mais uma vez o governador reagiu com uma nota e pôs auxiliares para dar explicações à mídia. Já era ruim nas outras vezes em que Pernambuco precisou se explicar quando foi incluído em investigações federais e ficou pior. Foi a primeira vez em que agentes federais adentraram o Palácio das Princesas depois da prisão, por motivos políticos, do então governador Miguel Arraes, em 1964. Mas o governador não estava lá para acompanhar a operação e mostrar indignação.

Não se trata de enfrentar uma equipe tática armada. Muito menos de desrespeitar ordem judicial. Mas de se posicionar sobre do cumprimento dela de maneira firme. Afinal ali é a sede do governo que lidera. Não era momento de reclamar de retiradas de documentos que, aliás, nem estavam ali. Ou de defender este ou aquele auxiliar. Mas simplesmente de, com sua presença, dizer aos pernambucanos que reagia. Resistência pacífica, porém firme, é um traço que só torna mais fortes dirigentes públicos quando defendem suas administrações. Ainda que contra armas.


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