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O gelado rafting em Arequipa

03 / dez
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 9:31

Um bote e um remo. Essas são as únicas armas para enfrentar a forte corredeira, cercada de pedras e quedas d’água do Rio Chili, em Arequipa, no Peru. O rafting percorre um trecho de 6 quilômetros do rio em uma hora e meia de muita adrenalina, com direito a levar incontáveis caldos na gélida água, cuja maior parte é proveniente do degelo das montanhas. Choques térmicos que o mantêm acordado – ou quase anestesiado – para encarar os perigos da correnteza.

Antes de entrar em contato com a água, existe toda uma preparação para o rafting. Às margens do rio, a pessoa é apresentada aos equipamentos como capacete, colete, roupa de neoprene (que tentam manter a temperatura do corpo) e, claro, remos. Depois de se vestir, ela já vai direto para a água embarcar no bote inflável que tem capacidade para 6 pessoas. Os aventureiros se sentam nas laterais da parte da frente, enquanto o instrutor vai atrás, guiando a embarcação. Um segundo instrutor segue um pouco mais à frente, sozinho em um caiaque, orientando sobre o melhor caminho a percorrer.

O trajeto do rafting conta com trechos classificados em diferentes níveis de dificuldade que vão do 1 (básico) ao 4 (avançado). Como é de se esperar, o início se mostra tranquilo, com águas calmas. Justamente por isso é que nesse momento são passadas as instruções para desfrutar do passeio com a segurança necessária. O instrutor ensina desde a maneira correta de manusear o remo até os imprescindíveis sinais que vão avisar a hora de seguir em determinada direção ou se jogar no meio do bote para se proteger do choque em alguma grande rocha (situação não muito rara).

PRÁTICA

Mal acabam as explicações e já é preciso colocá-las em prática no rafting. A tranquilidade ficou para trás e pela frente surge um rio bastante agitado com pedras de vários tamanhos por todos os lados. Vendo o natural nervosismo dos tripulantes, o experiente instrutor calmamente avisa: “Apenas sigam minhas ordens, só basta isso”. As palavras dão uma segurança não vista nas próprias mãos que tremem ora pelo frio, ora pelo medo (difícil precisar a parcela de cada um).

O conselho é seguido e, fazendo o que o instrutor determina, aos poucos, cada obstáculo vai sendo vencido. Já que todos estão no mesmo barco (no caso, bote), rapidamente se aprende a trabalhar em equipe, distribuindo o peso e remando em sincronia. Assim, parecido com o início, quando menos se espera, o “temperamento” do rio muda e a calmaria volta. Sinal de que a aventura do rafting chegou ao fim.

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