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A emoção do rapel nas cachoeiras de Bonito

21 / jan
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 7:31

 

Bonito. De fato. Difícil não correr o risco de ser clichê quando o nome de uma cidade a descreve tão bem. Que me desculpe a homônima famosa de Mato Grosso do Sul, mas a Bonito pernambucana, localizada a 132 quilômetros da capital, no Agreste, também é linda e possui igualmente atrativos naturais e ótimas opções de esportes ao ar livre. Ao conhecer o município se descobre que na verdade o nome chega a soar até modesto diante de tamanha beleza.

 

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As cachoeiras são realmente o principal cartão-postal da cidade que não cansa de surpreender. São sete no total e as principais são as da Pedra Redonda, Barra Azul e Véu da Noiva I e II. Todas são belas e convidam para um revigorante banho. Não à toa as quedas d’água de Bonito foram eleitas uma das Sete Maravilhas de Pernambuco em votação popular realizada pelo JC Online em 2007.

 

 

Mas além de beleza, você já sabe que o #BlogMochileo também busca aventura. E isso não faltou. Teve muita adrenalina em um desafiador rapel, na maior tirolesa em atividade no Estado e no empolgante arvorismo. A primeira parada foi na maior e mais procurada cachoeira de Bonito. Sim, estamos falando da famosa Véu da Noiva I, que apresenta um casamento perfeito entre a natureza e o radical.

 

 

Achá-la não é difícil. Desde a entrada da cidade o caminho para as cachoeiras já é sinalizado. Você a atravessa pela PE-103 e vai subindo na mesma via em uma parte de barro e depois de asfalto até chegar ao acesso da Véu da Noiva I, 12 quilômetros após o centro da cidade. Depois de uma descida em uma estrada de terra se chega à propriedade onde ela fica. A entrada custa R$ 5. Hora de estacionar o carro e encarar a pequena trilha até a queda d’água de 32 metros de altura.

 

 

Lá encontramos com a equipe da Alfa Adventure que há quatro anos oferece o rapel no local (R$ 35). Toda semana dezenas de turistas vão até lá vencer mais que uma cachoeira. “O rapel é um esporte que faz as pessoas se superarem em todos os sentidos, tem a questão do medo de altura, do receio de se aventurar. E é justamente isso que percebemos aqui, que as muitas pessoas vêm para enfrentar esses bloqueios”, contou o instrutor Bruno Carneiro, com larga experiência no ramo.

 

 

Entre os receios, um dos menores é com relação à segurança. A empresa tem uma atenção especial nesse quesito. “É uma experiência bem tranquila que conta com a presença do instrutor ao lado durante toda a descida, ou seja, o turista só vai se preocupar em se divertir. Nós contamos com uma equipe de instrutores bastante capacitados com vários cursos e equipamentos de qualidade específicos para a prática”, explicou Bruno.

 

 

A professora universitária Jamile Ferro, de 32 anos, foi uma das que se desafiaram. Ela saiu de Maceió para conhecer as cachoeiras da cidade e decidiu pela primeira vez encarar um rapel. “Antes dá um pouquinho de frio na barriga, mas quando você está descendo você esquece de tudo. É uma sensação única. A água é um pouco gelada, mas a adrenalina é tão alta que você nem sente”, afirmou Jamile.

 

 

Claro que o #BlogMochileo não ia perder a oportunidade de também ter mais esta experiência. Equipamentos colocados, instruções dadas, hora da descida. De fato, com o instrutor ao lado tudo fica bem tranquilo. Óbvio que olhar para baixo não é dos melhores conselhos. O barato é ir curtindo aos poucos a sensação de intenso contato com a natureza, no caso água, ar e rocha. A sintonia é tão forte que quando menos se espera você é despertado ao sentir o chão. Lá embaixo, ao olhar para cima você se impressiona com a grandiosidade da cachoeira e naturalmente faz a exclamação que define a cidade: “Que bonito!”.

 

 

 

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