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A aventura do rapel na Ponte Cascavel em Gravatá

25 / mar
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 8:30

Rapel na Ponte Cascavel em Gravatá

Para quem parte do Recife e pega a BR-232 rumo ao interior um dos principais destinos é a charmosa Gravatá, distante apenas 80 quilômetros da capital. Rápido se chega onde o tempo parece passar devagar. A chamada Suíça Pernambucana encanta pelo clima ameno, paisagem de campo, boa infra-estrutura e excelente gastronomia. Atributos que fazem com que ela seja ainda mais procurada na Semana Santa. Mas por que não apostar em uma combinação de tranquilidade e adrenalina?

 

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Se ainda está pensando na resposta, tentando imaginar o que um lugar tão calmo poderia oferecer de aventura, não se preocupe. O #blogmochileo fez um roteiro para você ter experiências radicais únicas e ao mesmo tempo curtir a natureza da cidade ao visitá-la antes, durante ou depois da Semana Santa. Afinal, Gravatá merece ser visitada (e desafiada) em qualquer época.

 

 

A primeira atividade do roteiro vai fazer você literalmente curtir o ar puro. Isto porque vai ficar suspenso nele. Aham, é isso aí, vamos fazer um rapel de quase 50 metros em umas das paisagens mais bonitas e menos conhecidas da cidade: a ponte Cascavel. Ela fica na altura da Serra das Russas, perto do quilômetro 82 da BR-232, e o principal acesso fica logo depois do famoso “Rei das Coxinhas”, onde há a entrada para uma estrada de barro. Basta percorrer um quilômetro para se deparar com…trilhos!

 

 

Claro que ia ter aventura antes do rapel. A dica é explorar bem a via e realmente passear pela história do Estado, já que você se encontra na antiga Estrada de Ferro Central de Pernambuco. Ela começou a ser construída no fim do século 19 e ligava o Recife à Salgueiro, mas se encontra desativada há décadas. Passagem fechada para trens, mas aberta para aventureiros. No caso nós.

 

 

 

É possível fazer uma trilha leve de aproximadamente dois quilômetros, passando por dois túneis e duas pontes, terminando na que vai servir de base para o rapel. “A estrada de ferro foi construída pelos ingleses, é uma parte importante da história de Pernambuco. A trilha descortina uma belíssima paisagem das escarpas do início do Planalto da Borborema e uma vivência no bioma da caatinga”, explicou o guia Patrick Serapião.

 

 

Quando menos (ou mais) se espera os trilhos te colocam de frente para a ponte Cascavel com seus imponente 48 metros de altura. O visual por si só já é de tirar o fôlego. Pensar que nos minutos seguintes se vai estar pendurado nela por uma corda te faz respirar ainda mais fundo. Todavia, o primeiro ponto para garantir a necessária tranquilidade para o passeio é a escolha da empresa. Várias oferecem o serviço, mas seguindo as ótimas recomendações decidimos fazer com Tarcísio Batista, da Vertical Altura, que tem 44 anos, dos quais 25 de experiência na área, e é um dos maiores especialistas em rapel do Estado (R$ 80 por pessoa com direito a duas descidas em grupo mínimo de 6 pessoas)

 

 

“Nós usamos todos os equipamentos de segurança previstos como capacete, cinto, mosquetão, descensor, etc. Eles suportam um peso de até 2,5 toneladas. Além disso usamos uma corda importada e um sistema de abordagem que facilita bastante a descida. Durante a atividade fica um instrutor aqui em cima monitorando tudo, outro ao seu lado preso a você na descida e um terceiro lá embaixo para fazer o freio automático em caso de necessidade. Damos toda a segurança necessária para você se preocupar em apenas curtir o momento”, explicou Tarcísio.

 

 

Pois bem, então chegou o momento. Antes da descida, acompanhamos a experiência da bailarina Luciana Souza, de Gravatá, que recebeu o convite dos amigos para fazer pela primeira vez um rapel. O nervosismo era visível, mas aos poucos ela foi se tranquilizando e curtindo o passeio. “Maravilhoso! O coração vai a mil, mas é uma experiência única e a paisagem é maravilhosa”, contou, radiante, ao voltar para a ponte.

 

 

Agora sim é a nossa vez. Equipamentos colocados, instruções dadas, hora da verdade. O instante mais tenso, quem diria, não é na descida em si, mas o que a antecede: a abordagem. Ela consiste basicamente no movimento feito para ficar suspenso pela corda. A maioria das empresas faz a abordagem com a pessoa sentando na beirada da ponte e se projetando para fora. Já Tarcísio conta com uma estrutura que faz com que o praticante consiga se inclinar desde o início com os pés na ponte, o que torna o movimento mais fácil e menos nervoso.

 

 

 

 

 

Após esse momento se aprende fácil porque este tipo de rapel é chamado de negativo, ou seja, sem o contato dos pés em qualquer superfície. Inegável a sensação de liberdade em estar livre no ar apenas admirando a paisagem. Claro que a altura impressiona. Olhar para baixo quando se está suspenso a 48 metros pode não ser muito confortável para muitos. Por isso a dica é curtir bem a linda visão do horizonte. Quando se sentir mais confiante faça com o instrutor a manobra de ficar de cabeça para baixo e verá que até invertido o cenário fica deslumbrante. Logo chega o chão e a sensação de mais um desafio concluído com sucesso.

 

 

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