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A ilha encantada de Itamaracá

22 / abr
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 8:17

Itamaracá

 

“Uma ilha encantada, lugar mais bonito que eu vi”. Assim o saudoso Reginaldo Rossi homenageava em forma de música uma de suas varias paixões: Itamaracá. O próprio significado tupi do seu nome, “pedra que canta”, reforça que este canto (e encanto) é antigo. A ilha já deu nome a uma das capitanias hereditárias do Brasil e foi palco de batalhas entre holandeses e portugueses no século 17.

 

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Atualmente, Itamaracá é disputada apenas pelos turistas que vão até lá em busca do paraíso descrito nas canções. Distante somente 40 quilômetros da capital, a ilha, separada do continente pelo Canal de Santa Cruz, fica localizada no Litoral Norte de Pernambuco. Em décadas passadas já foi um dos principais destinos dos veranistas, antes do boom das praias do Litoral Sul.

“Quando eu era um menino, todos os domingos o meu pai me levava à Ilha de Itamaracá. E na minha inocência de criança eu só podia conceber que ali era o céu”, conta o próprio Rossi, na abertura da música citada acima. Um céu que ainda tem seu brilho e mostra que pode encantar os visitantes sendo a “ilha de sonho, de luz e de cor”, definida pelo Rei do Brega.

 

 

Armas para isso não faltam, afinal Itamaracá conta com 11 praias. Uma das mais conhecidas, a do Forte Orange, que leva o nome por abrigar justamente o famoso Forte Orange, principal cartão-postal da ilha e ícone da disputa colonial referida no início da reportagem. Construído pelos holandeses em 1631 e reconstruído pelos portugueses em 1696, ele passa por obras de recuperação desde outubro de 2014 – devem ser finalizadas nas próximas semanas.

O #blogmochileo visitou a fortaleza quando ela estava praticamente pronta e viu como o serviço de restauração conseguiu devolver toda a beleza do lugar. Após o trabalho de limpeza, as muralhas tornaram a exibir as suas cores naturais e as edificações da área interna foram recuperadas. Mas a principal novidade para o público é a instalação de um museu para a observação da porta de entrada do forte holandês. Ela estava coberta por toneladas de areia entre a muralha e a contramuralha e foi encontrada em 2003 pela equipe do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para que as pessoas possam observar o achado sem danificá-lo foi construída uma estrutura metálica.

 

 

Mesmo em obras, o Forte Orange recebe visitas de terça a domingo, das 9h às 17h e os turistas podem conhecer algumas áreas do forte e subir no baluarte para contemplar a linda paisagem do entorno. “Mesmo sendo de Pernambuco eu nunca havia visitado o forte e nesta primeira vez aqui fiquei encantada com a beleza dele. Todo mundo devia conhecer e a vista dele é deslumbrante mesmo”, afirmou a técnica administrativa Paloma Buarque.

 

Itamaracá

 

Depois de conhecer o Forte Orange por dentro que tal conhecê-lo do alto? Isso mesmo! Sempre em busca de experiências radicais, o #blogmochileo decidiu fazer um passeio de paramotor para admirar do céu a fortificação e todas as outras belezas da ilha. O voo partiu da mesma praia, perto da área da marina, e foi feito com o instrutor Renê Roque. Ele mora em Olinda, mas adora ir até a ilha explorar a região.

 

 

“O paramotor por si só já é um barato e aqui em Itamaracá ele consegue ficar ainda melhor porque os ventos são bons e existem ótimas condições para pousos e decolagens. Mas o grande diferencial é mesmo o visual, porque em um pequeno voo você consegue admirar vários elementos como mangue, praia e mar”, afirmou Renê.

 

 

Com uma propaganda tão boa dessas claro que não iríamos deixar de fazer o passeio. Realmente a decolagem é bem tranquila e em poucos segundos você atinge uma boa altura. Lá de cima é possível apreciar o charme de Itamaracá por um novo ângulo. De fato é de encher os olhos. Sobretudo quando se está sobrevoando o forte e se percebe do alto toda a beleza de sua simetria, como se fosse uma estrela encravada no chão. Com essa visão é fácil dizer que Rossi tinha razão: é uma ilha encantada.

 

Itamaracá

 

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