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Vila Velha e a Trilha dos Holandeses de Itamaracá

29 / abr
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 8:04

Itamaracá

 

Um passeio pelo início da colonização brasileira. É isto o que faz quem visita Vila Velha, umas das mais antigas vilas do Nordeste com seus 483 anos de muita história para contar. O povoado, localizado no ponto mais alto da ilha, foi elevado à condição de vila em 1535, mas pesquisadores afirmam que ele já servia de moradia há pelo menos sete anos. Um lugar que o que tem de história tem de beleza também. E na mesma proporção.

 

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A vila guarda ainda um charmoso casario colonial (onde moram cerca de 500 pessoas) e um mirante com uma espetacular vista da vegetação e praias ao redor. Mas o principal ponto visitado é a principal testemunha de toda a história da vila: a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, considerada uma das mais antigas do Brasil. Alguns moradores da vila, como o jovem Geraldo Barbosa, atuam como guias para os turistas. “Boa parte da história do Brasil começou aqui em Vila Velha. Na época aqui tinha Casa de Câmara, cadeia, entre outras coisas. A própria Igreja de Nossa Senhora foi erguida sob os restos de um forte construído pelos franceses”, disse Geraldo.

 

 

Outros registros históricos encontrados na vila são um antigo cemitério e as ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Andando um pouco mais em direção à margem do Canal de Santa Cruz você se depara com uma construção que naturalmente chama a atenção. Trata-se do “Forno da cal”. O espaço é um antigo forno rústico onde se derretia pedras para obter a cal que era misturada com o barro para se obter uma massa que substituía o cimento. Em cima dos resquícios do forno foi erguida uma cabana onde se vende artesanato e é possível ter uma bonita vista do canal já que está situado bem nas margens dele.

 

 

 

Mas o local não é só de contemplação, mas também de ação. Perto de lá parte a chamada Trilha dos Holandeses, de cerca de 2,5 quilômetros e que liga Vila Velha à Praia do Forte, refazendo o caminho usado pelos holandeses. O início dela é na ponte Porto Brasilis, erguida sob o rio Paripe ao lado dos resquícios da ponte originalmente construída pelos holandeses. Dela já é possível se ter uma ideia da paisagem que virá pela frente. O passeio passa pelo meio da Mata Atlântica, onde é possível observar bichos e plantas típicas da região.

 

 

A principal parada da trilha é nas ruínas da casa que serviu de residência para o Padre Tenório, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817. “Era nesta casa do abolicionista padre Pedro de Sousa Tenório que aconteciam as reuniões e eram traçadas as estratégias dos revolucionários. É uma casa que tem mais de 200 anos e se deve visitar para conhecer a história de Pernambuco. O padre invadiu o forte e o povo tomou o local que na época era controlado pelos portugueses. Depois o padre foi morto, esquartejado e as partes do corpo enviadas para onde estava acontecendo os focos da revolução”, explicou o diretor de cultura de Itamaracá, Nivaldo Jorge.

 

 

Todavia, a casa, que representa um importante marco na história do Estado, merece melhores cuidados pois se encontra com muito mato dentro e no entorno dela. Depois da parada, a trilha segue adiante e vai acabar já pertinho do Forte Orange. A caminhada é leve e termina com a sensação de um verdadeiro passeio no tempo pelo Pernambuco holandês.

 

 

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