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Os segredos da Islândia, maior surpresa da Eurocopa

28 / Jun
Publicado por Marcos Leandro às 22:12

 

Do Estadão Conteúdo

A maior surpresa desta Eurocopa, sem dúvida, é a seleção da Islândia. Na última segunda-feira (27/6), o time nórdico eliminou a Inglaterra nas oitavas de final com uma vitória de virada por 2×1, em Nice, e está entre as oito melhores do continente. Mais do que isso, ainda não perdeu nenhuma partida e se classificou à frente de Portugal, liderada por Cristiano Ronaldo, na fase de grupos.

Antes da portuguesa e inglesa, outra seleção tradicional que sofreu nas mãos da Islândia foi a Holanda, ainda na fase de classificação ao torneio na França. Três vezes vice-campeã mundial e campeã europeia em 1988, a “Laranja Mecânica” não venceu os islandeses nos dois turnos do Grupo A das Eliminatórias: 2×0, na capital Reykjavik, e 1×0, em Amsterdã. Classificada para as quartas de final, a Islândia terá pela frente a anfitriã França neste domingo (3/7), às 16h no Stade de France, em Paris, grande palco onde será definido quem irá pegar o vencedor do clássico entre Alemanha e Itália, que acontece no sábado, no mesmo horário, em Bordeaux.

 

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A seleção islandesa é comandada por dois técnicos. Ex-jogador, o sueco Lars Lagerback começou a carreira na década de 1970 e assumiu o cargo atual em 2011. Seu maior feito foi comandar a seleção da Nigéria na Copa do Mundo de 2010. O outro treinador é Heimir Hallgrimsson, amador e que ainda trabalha como dentista.

Ele se juntou a Lagerback à frente do time nacional em 2013 e seguirá como único treinador após a Eurocopa. O futebol é o esporte mais popular do país, apesar de encontrar dificuldades para sua prática. A temperatura média nas épocas mais quentes é entre 10 e 13 graus Celsius, o que dificulta o crescimento da grama. Nos últimos anos, a confederação islandesa recebeu investimentos para construir 30 campos oficiais, sete deles fechados que aguentariam o ano inteiro.

Dois jogadores do elenco atual são conhecidos por atuarem em clubes internacionais. O atacante Eidur Gudjohnsen, de 37 anos, serve a seleção desde 1996, dois anos depois de se profissionalizar. Em 20 anos de carreira, já defendeu PSV Eindhoven (1995 a 1997), Chelsea (2000 a 2006), Barcelona (2006 a 2009), Monaco (2009 a 2010) e Tottenham (2010).

A mais importante peça do selecionado é Gylfi Sigurdsson, que defende o Swansea City, do País de Gales mas que disputa a primeira divisão do Campeonato Inglês há cinco temporadas. Antes do time galês, Sigurdsson ainda passou por Hoffenheim (2010 a 2012) e Tottenham (2012 a 2014).

 

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