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PMDB critica falta de rumos do País e diz que vai reunificar o Brasil. Temer fala da trajetória de homem público

24 / set
Publicado por Giovanni Sandes às 15:07

 

O PMDB adota um tom duríssimo em seu programa que vai à TV nesta quinta (24) à noite. O vídeo, disponibilizado nas redes sociais do partido, critica o ajuste fiscal, fala na falta de rumos no Brasil, na necessidade de o País aceitar a verdade e de que é o próprio PMDB quem vai reunificar o Brasil.

Até mesmo o discurso da apresentadora do programa carrega no tom, com direito a trocadilho. Uma das primeiras frases dela é sobre a necessidade do Brasil “deixar estrelismo de lado”: “O Brasil não é uma promessa. Não pode nem deve viver de promessas.”

É bom lembrar, nas hipóteses de impeachment ou renúncia de Dilma, quem assume é o vice-presidente Michel Temer, presidente do PMDB. Ele, por sinal, fala no começo do vídeo e no final.

Veja que trecho interessante da fala dele: “Assumindo… E, acima de tudo, corrigindo erros, mostraremos a todos que somos um País confiável. Na minha trajetória de homem público, já vi e convivi com situações bem mais difíceis do que a que enfrentamos agora. Não tenho dúvida de que seremos capazes de superar este momento.”

Temer é o único dos 50 políticos que aparecem no vídeo a citar a trajetória pessoal.

Nos quase 10 minutos de vídeo, políticos de todos os Estados e sotaques. A ideia é um mosaico de frases que se complementam. O mosaico de todos os Estados se une na imagem de Temer.

Aqui já escreveu como o PMDB já criou e publica ativamente o enredo:

MICHEL TEMER, O UNIFICADOR: UMA NARRATIVA PRONTA

 

DECLARAÇÕES FORTES

Pela grande quantidade de políticos e pelo discurso picotado no vídeo, seguem apenas algumas frases – que não estão exatamente na mesma ordem do vídeo, mas que transmitem bem a intenção do partido.

“O que é preciso é definir um caminho. É dizer em que direção estamos indo. Porque estamos indo, como estamos indo. E onde e quando vamos chegar”, afirma a deputada federal Simone Morgado, do Pará.

“O País não pode ficar no vermelho. Não aceita o grau especulativo, o selo de mau pagador”, comenta o deputado federal Walter Alves, do Rio Grande do Norte.

“Aceitar a verdade é o primeiro passo para avançar, unir o País, colocar ordem na casa e superar a crise”, diz a presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes, do Amapá.

“Governos passam. E o Brasil sempre vai ser maior do que qualquer governo. O que a gente tem que defender são os interesses do País”, afirma o presidente do Senado, Renan Calheiros, senador de Alagoas.

“A instabilidade política e os impasses criados a partir dessa instabilidade têm prejudicado a nossa economia. Sem uma definição, sem apontar um rumo, o País fica à deriva”, diz o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, do Ceará.

“Ninguém mais do que o PMDB tem representatividade no País para unir forças e acertas as contas com a verdade. E vencer essa crise”, diz o governador de Rondônia, Confucio Moura.

“Foi assim na volta da democracia, na estabilização da nossa moeda, nos avanços sociais dos últimos anos. E vai ser assim também agora, na reunificação do nosso País. O PMDB forte faz você forte. Faz o Brasil forte”, afirma o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco.

 

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