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set

PT já se opõe a atual governo Dilma e na TV só menciona 12 anos de gestão

30 / set
Publicado por Giovanni Sandes às 8:27

Ex-presidente Lula em inserção do PT. Foto: Reprodução
Ex-presidente Lula em inserção do PT. Foto: Reprodução

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) renega o atual mandato da presidente Dilma Rousseff. É tal a rejeição que a legenda só enumera seus governos até 2014. Já estamos em outubro, mas 2015 não conta para o PT. É assim nos discursos rumo a 2018. É assim nas novas inserções do partido na TV, em que a sigla narra seu 12 anos de vitórias e ao mesmo tempo exclui 2015, 13º ano da gestão petista. O ano que nunca existiu.

Das divergências do senador Humberto Costa sobre a CPMF às críticas contundentes de movimentos sociais e da Fundação Perseu Abramo, petista, à política econômica, o PT já se opõe a Dilma. Pede a cabeça de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, como se ele não estivesse lá por decisão dela.

Entre ameaças de impeachment e a necessidade de apoio para manter os vetos à pauta-bomba, a presidente oferece o sétimo ministério ao PMDB. E encolhe o PT dentro do Planalto, partido que desidrata fora dele, com quadros que saem para outras siglas. É um ano difícil para petistas e 2016 será pior.

Assim, na voz do ex-presidente Lula, o PT enfatiza a história de 12 anos de gestão, fala do Minha Casa, Minha Vida e ProUni. Lula fala do passado e futuro. Sem alusão à Dilma de 2015.

Aliás, a presidente é citada só para resgatar a estratégia do medo, como na campanha 2014: “Afinal, quem garante um caminho mais seguro? Um governo eleito democraticamente ou aqueles que querem chegar ao poder custe o que custar?”

Mas a gestão Dilma é outra coisa. Parece não ser mais PT.

 

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