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Governo vai adiar envio de reforma da previdência de militares ao Congresso, diz ministro da Defesa

19 / abr
Publicado por Giovanni Sandes às 11:12

Ministro da Defesa, Raul Jungmann. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Ministro da Defesa, Raul Jungmann. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), afirmou nesta quarta (19) que o envio da proposta de reforma na aposentadoria de militares pelo governo será adiada em função do atraso no ritmo esperado pelo Planalto na Reforma da Previdência. Além da falta de votos para a votação da Previdência, o ministro atribui o atraso ao impacto da Lava Jato no Congresso, já que a ausência de deputados dificulta o atingimento do quórum  para as votações.

 

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Inicialmente, Jungmann previa que o texto chegaria ao Congresso até o final de maio, quando a reforma já estaria aprovada. Nesta quarta, porém, ele falou que a mudança na “proteção social” do militar, como chama, tem como prazo um “horizonte móvel”, que depende diretamente da aprovação, primeiro, da Reforma da Previdência “dos civis”, como qualifica.

Pela dificuldade do governo na Previdência, o ministro disse que enviar simultaneamente o projeto dos militares seria um “desserviço”: “Então nós temos um horizonte móvel. A reforma estava prevista para ser votada ali pelo dia 18, 20 de maio. Mas com toda essa repercussão da Lava Jato é possível que ela vá mais adiante – porque há um grande impacto sobre o sistema político. É possível que [a reforma da Previdência] fique mais para adiante”.

 

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“Em termos especificamente dos militares, nós pretendemos colocar para o Congresso Nacional após a votação da Previdência voltada para, digamos, os civis. Por que? Porque são dois regimes. Você tem o regime militar, o militar tem um contrato com o estado, e o servidor civil tem outro contrato com o estado. São regimes diferentes”, afirmou.

Jungmann reconheceu o adiamento ao comentar a derrota do governo, nesta terça (18), na votação do regime de urgência para a tramitação de outra reforma, a trabalhista. O governo só conseguiu 230 votos, número  abaixo do mínimo necessário, de 257 votos. O que acendeu o alerta vermelho, porém, é que a reforma trabalhista é muito menos polêmica que a da Previdência, que exige um mínimo de 308 votos para ser aprovada.

“Acho que o governo jogou errado”, afirmou. “De fato, o que houve foi uma má condução naquele momento. O líder [do governo na Câmara, André Moura (PSC-CE)] estava no Senado, para você ter uma ideia. E o pessoal que estava assistindo à votação entende que o Rodrigo Maia [DEM, presidente da Câmara] foi, digamos assim, açodado, ao ter colocado uma votação que poderia ter esperado mais tempo”.

Após a votação, o próprio Maia já havia reconhecido o erro de ter encerrado a votação com menos de 400 deputados terem votado.


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