09
nov

A estratégia que levou Paulo Câmara a declarar oposição aTemer

09 / nov
Publicado por Giovanni Sandes às 7:04

Governador Paulo Câmara. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

 

No flanco socialista, a conclusão é que o governador Paulo Câmara (PSB) não perde nada ao ser rotulado pelo Planalto de “governador de oposição”, como classificou terça o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (hoje sem partido) e a coluna registrou. Já não vinha dinheiro de Brasília, diz um interlocutor de Paulo. Ele teria esperado até tomar a decisão de se declarar opositor do governo Michel Temer (PMDB): há mais de um ano pesquisas apontariam os ganhos políticos de um descolamento. Aí entra o mago do PSB, o marqueteiro argentino Diego Brandy.

Antes de Temer ser oficializado por pesquisas nacionais como presidente mais impopular da história brasileira, a estratégia do Paulo 2018 era se descolar de Temer. E antes da eleição, para a mudança não ser repentina. O risco seria um represamento de dinheiro, como o empréstimo de R$ 600 milhões pedido por ele.
Mas, a um menos de um ano das eleições, a conclusão foi que não há mais licitação ou obra possível de ser concluída até 2018, mesmo que o dinheiro saísse hoje.

Nesse cálculo político, Paulo nem tinha verba federal nem o bônus eleitoral de se descolar. Se os próprios ministros pernambucanos evitam citar Temer nos discursos, Paulo se declarou de oposição.


Veja também