09
fev

Lula determina reaproximação com PSB e siglas de esquerda para tirar PT do isolamento

09 / fev
Publicado por Giovanni Sandes às 14:53

Ex-presidente Lula (PT). Foto: Lula Marques/AGPT

 

A aproximação do PT com o PSB, PDT, PCdoB e PSOL vem da vontade do ex-presidente Lula, que tenta costurar o retorno de uma aliança de esquerda e centro-esquerda para a eleição 2018. E isso começou a ter uma repercussão política evidente em Pernambuco, com os acenos recíprocos entre as legendas – em especial com o iminente retorno da aliança PSB-PT.

Para viabilizar essa discussão unificada entre os partidos, o ex-presidente abençoou a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa da Democracia e Soberania. Neste momento, não é a atividade desse grupo no parlamento que chama a atenção e sim o contexto. Até porque, convenhamos, não houve ainda a criação formal da Frente, que só vai ocorrer em março.

O grupo vai trabalhar no que parece um programa de governo, embora cada partido hoje tenha seu pré-candidato à Presidência, a exemplo do PDT e do ex-ministro Ciro Gomes e do PCdoB e da deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila. A lista pode crescer, com o presidente do MTST, Guilherme Boulos, como nome do PSOL. Já o PSB, hoje, tende a não ter candidato próprio.

Sem ter decidido ainda o pós-Lula, depois da condenação dele em segunda instância, o PT busca sair do isolamento.

 

DOCUMENTO SERÁ LANÇADO EM MARÇO

O senador Humberto Costa (PT, foto) afirma que no próximo dia 20 de fevereiro serão apresentadas as bases do documento chamado “Proposta para o Brasil”, um programa formatado por partidos de esquerda. Mas seu lançamento, efetivamente, será realizado apenas após o dia 10 de março.

 

PROTAGONISMO

A criação de uma frente da esquerda foi proposta, conta Humberto, por Roberto Requião (PMDB), senador do Paraná. E a ideia é que cada sigla e seus pré-candidatos tenham protagonismo nos debates, de Ciro a Manuela.

 

VEM DO NACIONAL

Lula já expressou o desejo de que Humberto dispute a reeleição. Mas o PSB quer o ex-prefeito João Paulo em sua chapa majoritária. A decisão será do PT nacional, tanto no que tange à aliança com o PSB quanto sobre a majoritária.


Veja também