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PPS de Pernambuco se afasta de Paulo Câmara

28 / fev
Publicado por Giovanni Sandes às 6:58

Presidente nacional do PPS, Roberto Freire. Foto: Alexandra Martins/ Câmara dos Deputados

 

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que entende o peso da nova missão do ex-ministro da Defesa e agora titular da Segurança Pública, Raul Jungmann, e seu pedido de suspensão da filiação ao PPS, dando adeus às eleições 2018. Mas ao falar sobre política pernambucana, Freire registra as críticas do governador Paulo Câmara (PSB), feitas na semana passada à intervenção no Rio de Janeiro, tendo à frente Jungmann, que se declarava da base de Paulo. Freire ressalta as “posições não coincidentes com o que o próprio ministro representa”, alusão a outras críticas de Paulo ao governo Michel Temer (MDB) e à tese do “palanque de Temer” no Estado. O ministro ganha protagonismo nacional e sai de cena no plano local. É caminho aberto para o PPS rumo à oposição.

Não é de agora que se fala sobre possíveis efeitos colaterais do discurso mais à esquerda de Paulo e da aliança PSB-PT. O PPS não tem como explicar ao seu nicho eleitoral o apoio ao impeachment, na época, e uma aliança com o PT hoje. Já o PSB se aproxima, diz Freire, de forças que combateu no impeachment, mesmo votando também pela saída da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo Freire, a decisão final de ir para a oposição ao PSB é do PPS de Pernambuco. Os argumentos já estão todos colocados.

 

ESPAÇO ABERTO PARA DANIEL COELHO

A última conversa que ocorreu entre o deputado federal Daniel Coelho (PSDB) e o PPS para uma eventual filiação do tucano não ocorreu diretamente com Roberto Freire e sim com o próprio Jungmann. Daniel só entrará na sigla se o PPS for para a oposição ao PSB do governador Paulo Câmara. O convite a ele permanece.

 

O DESTINO DO SOLIDARIEDADE

A questão é saber quais os outros partidos que poderão deixar a Frente Popular. Nos bastidores, o Solidariedade é cotado como um partido que poderia desembarcar da Frente Popular, caso o PT entre na aliança política.

A base de Paulo discorda. O Solidariedade, do deputado federal Augusto Coutinho, se articula há meses para entrar na chamada “chapinha ideal”, a união de pequenas siglas da base do PSB para eleger deputados federais.


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