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Caso Mirella: esposa de suspeito investigada por ocultação de provas

12 / abr
Publicado por Raphael Guerra às 12:55

Fisioterapeuta foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução
Fisioterapeuta foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução

Leia também: O que revelam as perícias sobre o caso

O delegado Francisco Océlio, responsável pelas investigações sobre o assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirela, de 28 anos, revelou nesta quarta-feira (12) que está investigando contradições no depoimento da esposa do suspeito do crime, o comerciante Edvan Luiz da Silva, 32. A polícia suspeita que ela pode ter ocultado provas, entre elas a faca supostamente usada para matar a fisioterapeuta.

Segundo o delegado, a mulher teria entrado no apartamento onde morava com o comerciante, em um flat no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, sem autorização da polícia, que interditou o local no dia do crime e iria voltar à noite para realizar uma perícia detalhada. “O apartamento estava interditado para preservação de vestígios. Somente depois de uma varredura, à noite, seria liberado. Nesse período, ela entrou, o que nos leva a acreditar que ela pode ter pego a arma e escondido”, disse Océlio.

O Ronda JC tentou contato com a defesa do casal, mas as ligações não foram atendidas.

Mesmo com as lacunas nas investigação, a Polícia Civil vai encaminhar ainda nesta quarta-feira (12) a conclusão do inquérito para a Justiça. Edvan Luiz está sendo indiciado por homicídio triplamente qualificado e por estupro. Ele está preso, numa cela isolada, no Presídio de Igarassu. Antes, por quatro dias, o suspeito permaneceu no Cotel, após a Justiça decretar a prisão preventiva dele (Leia o que disse a juíza sobre o caso).

Depoimentos

A esposa de Edvan prestou depoimento à polícia, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na segunda-feira (10). Aparentando estar bastante tranquila, a mulher, cujo nome será preservado, prestou depoimento por cerca de duas horas e meia. Ela estava acompanhada de um advogado.

Na saída, a esposa do suspeito não quis falar com a imprensa. No depoimento, segundo informações da polícia, ela demonstrou durante todo o depoimento acreditar na inocência do companheiro. Inclusive destacou que ele mantinha uma rotina normal e que nunca suspeitou de nenhum comportamento estranho dele.

Perícias

Peritos do Instituto de Criminalística de Pernambuco devem entregar ainda nesta semana um laudo com detalhes sobre o material encontrado no celular de Edvan. A polícia quer saber se no aparelho havia imagens, como fotos e vídeos, de vizinhas ou de outras mulheres. Isso porque pelo menos duas testemunhas revelaram aos investigadores que o comerciante assediava mulheres do flat onde vivia.

Uma das vizinhas ouvidas no DHPP afirmou que teria flagrado o suspeito fazendo imagens dela. A mulher teria, inclusive, reconhecido o modelo do celular de Edvan. Consta ainda no inquérito, um relato de uma testemunha que afirma que o suspeito já abordou vizinhas e, além de assediar, ofereceu drogas. A informação ainda está sendo apurada pela polícia.

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