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Assassinato de Beatriz Mota, em Petrolina, continua impune. Até quando?

10 / set
Publicado por Raphael Guerra às 14:30

A menina Beatriz foi morta com 42 facadas em colégio particular de Petrolina. Crime continua sob mistério. Foto: Arquivo Pessoal

O assassinato da menina Beatriz Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, continua impune. A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar o autor do crime e nem esclareceu à sociedade qual a motivação dele. Neste domingo (10), o caso completa mais um mês. E as feridas nos pais de Beatriz permanecem abertas. Eles continuam, incansáveis, o apelo por justiça.

A morte da criança aconteceu em 10 de dezembro de 2015. O corpo foi encontrado, com várias lesões provocadas por faca, dentro de uma sala isolada no colégio particular onde ela estudava. Acontecia uma festa de formatura e a instituição estava bastante movimentada, mas nenhuma testemunha disse ter visto o crime. A principal pista da polícia para esclarecer o assassinato é a imagem de um homem desconhecido que teria entrado no colégio e pode ter matado a menina.

Imagem do suspeito de assassinar Beatriz Mota, de 7 anos, dentro de colégio. Foto: Reprodução/Polícia Civil

Câmeras registraram o momento em que ele, ainda do lado de fora, estaria segurando uma faca. A imagem foi divulgada à imprensa no início do ano e compartilhada nas redes sociais. Desde então, vários possíveis suspeitos foram denunciados pela população e foram encaminhados para exames de DNA. Mas até hoje nenhum deles foi identificado como o o assassino.

O caso – que já passou pelas mãos de vários delegados – está há oito meses com a delegada Gleide Ângelo. Segundo as investigações da polícia, com base no depoimento de testemunhas, o suspeito teria tentado se aproximar de outras duas crianças antes de chegar até Beatriz. A motivação do crime e se há um mentor ainda são incógnitas para os investigadores.

As imagens apresentadas pela SDS foram possíveis graças ao trabalho dos peritos criminais envolvidos no caso. Há meses as imagens já vinham sendo analisadas e, em setembro do ano passado, uma empresa particular, especializada, foi contratada pelo Governo do Estado para dar mais nitidez às imagens que podem revelar o verdadeiro autor desse crime bárbaro.

Em julho, em um ato de desespero e também de esperança, a mãe de Beatriz escreveu uma carta ao papa Francisco.

 

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