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set

Caso Mirella: Justiça tem 10 dias para decidir se réu irá a júri popular

20 / set
Publicado por Raphael Guerra às 13:26

Edvan Luiz da Silva, acusado de assassinar uma fisioterapeuta, está no Presídio de Igarassu. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

A Justiça deve decidir em até 10 dias se o comerciante Edvan Luiz da Silva, acusado de estuprar e matar a fisiotepeuta Tássia Mirella de Sena, 28, irá a júri popular. Na manhã dessa quarta-feira (20), aconteceu a segunda audiência de instrução e julgamento do caso. O réu foi ouvido no Fórum Tomaz de Aquino. Ele negou qualquer envolvimento no crime.

Ao fim do interrogatório do acusado, que foi a única pessoa ouvida pela Justiça, o Ministério Público de Pernambuco e a defesa dele apresentaram as alegações finais O MPPE reiterou a denúncia e pediu que Edvan vá a júri popular. Também requisitou em que a esposa do acusado fosse interrogada pela autoridade policial para apuração de possíveis crimes de desobediência e/ou fraude processual. Essa requisição ocorre em separado do processo penal de Edvan.

Durante a manhã, parentes de amigos de Tássia Mirella realizaram um protesto em frente ao fórum e pediram justiça.

DENÚNCIA

O acusado foi denunciado, em 24 de abril deste ano por estupro (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso) e homicídio quadruplamente qualificado (cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de outro crime e feminicídio).

PROVAS

Apesar de Edvan negar o crime, a polícia afirma que materiais, como o DNA do comerciante encontrado nas unhas da vítima, comprovaram a responsabilidade dele. Entre as provas, apontadas em um laudo confeccionado por um médico legista do Instituto de Medicina Legal (IML), foram identificadas lesões espalhadas pelo corpo do acusado. As marcas demonstram que houve luta corporal entre vítima e assassino. A fisioterapeuta tentou se defender, resistiu até o fim, para não ser abusada sexualmente. O crime aconteceu em abril deste ano.

“Se aproveitou da condição de vizinho para cometer crime bárbaro”, diz juíza sobre Caso Mirella

Fisioterapeuta foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução
A fisioterapeuta Tássia Mirella foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução

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