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Ex-secretário da SDS participou das prisões na Operação Torrentes

10 / nov
Publicado por Raphael Guerra às 9:45

Alessandro Carvalho assumiu o cargo de secretário-executivo da SDS na época das enchentes na Mata Sul. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Uma curiosidade da Operação Torrentes, deflagrada nessa quinta-feira (09) pela Polícia Federal em Pernambuco: o delegado federal Alessandro Carvalho, ex-secretário de Defesa Social, participou dos cumprimentos de mandados de prisão. Na época das enchentes registradas na Mata Sul, em junho de 2010, Carvalho estava assumindo como secretário-executivo da SDS. Já entre dezembro de 2013 e outubro do ano passado, ele foi o titular da pasta.

A operação, com apoio da  Controladoria-Geral da União e da Procuradoria da República de Pernambuco, foi deflagrada com o objetivo de  desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar. Foram cumpridos 71 mandados judiciais, entre eles 15 de prisão temporária. O ex-chefe da Casa Militar de Pernambuco, coronel Mário Cavalcanti, e um ex-comandante geral da PM, Carlos D’Albuquerque, também foram alvos de condução coercitiva.

Segundo a Polícia Federal, o ex-secretário Alessandro Carvalho não participou das investigações do caso, mas colaborou com a operação cumprindo os mandados. Além dele, policiais federais de 10 Estados também participaram. Entre os presos, havia quatro coronéis da Polícia Militar de Pernambuco – homens de confiança do Governo do Estado.

INVESTIGAÇÃO

A investigação teve início em 2016, a partir de um relatório elaborado pela CGU com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na Operação Reconstrução, voltada para assistência às vítimas das enchentes que devastaram municípios da Mata Sul do Estado, em junho de 2010. Naquela ocasião verificou-se que, a depender do objeto licitado, funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

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