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Jaboatão dos Guararapes ganha reforço no combate aos homicídios

12 / jan
Publicado por Raphael Guerra às 7:45

Delegado Alfredo Jorge assumiu delegacia de homicídios em Jaboatão. Foto: TV Jornal/Reprodução

Para combater as organizações criminosas e reduzir os homicídios, o município de Jaboatão dos Guararapes passa a contar com um dos delegados mais experientes de Pernambuco. O delegado especial Alfredo Jorge, que já comandou e solucionou alguns dos casos mais complexos da última década, deixou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi designado como chefe da 13ª Delegacia de Homicídios de Jaboatão – que apura crimes registrados em bairros como Engenho Velho, Zumbi do Pacheco, Sucupira e Cavaleiro.

A portaria com a mudança foi publicada nessa quinta-feira (11). Poucos sabem, mas o discreto delegado é um dos profissionais que apresentam melhor atuação na conclusão de inquéritos, segundo estatísticas da Polícia Civil de Pernambuco. Ele foi um dos responsáveis pela investigação do assassinato da turista alemã Jennifer Kloker, em fevereiro de 2010. A partir de depoimentos contraditórios e da rota registrada por um GPS, a polícia começou a montar o quebra-cabeça e descobriu que a vítima teve uma morte planejada e executada pelo marido e pelos sogros. Delma Freire, figura emblemática, protagonizou o crime que ficou conhecido como o Caso Jennifer.

Em 2014, Alfredo Jorge também foi um dos investigadores da morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante briga no estádio do Arruda. Três homens foram presos pelo crime. No ano anterior, o delegado também presidiu o inquérito da Polícia Civil que apurou o homicídio do promotor de Justiça Tiago Faria, na cidade de Itaíba. Para o delegado, o crime teve relação com disputa de terras e foi planejado por José Maria Rosendo. O caso – cercado de polêmicas – foi repassado à Polícia Federal, que chegou à mesma conclusão.

O mais recente caso investigado por Alfredo Jorge foi o assassinato do professor José Bernardino da Silva Filho, o Betinho, de 49 anos, no Centro do Recife, em 2015. A partir de perícias e outras provas, o delegado indiciou dois estudantes pelo crime. No entanto, novos laudos feitos pela Polícia Federal contestaram os resultados do Instituto de Identificação Tavares Burill e o processo segue sob análise da Justiça.

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