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Médico suspeito de estupros na UPA da Imbiribeira é preso

02 / mar
Publicado por Raphael Guerra às 11:50

Médico teria estuprado pacientes durante atendimento na UPA da Imbiribeira. Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu na manhã desta sexta-feira (02) o médico Kid Nelio Souza de Melo, de 35 anos, suspeito de estupros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira. Ele foi preso em cumprimento do mandado de prisão. Segundo as investigações, ele teria feito pelo menos sete vítimas, que já prestaram queixa na Delegacia da Mulher.

O médico já está no Departamento de Polícia da Mulher, no Recife. Ele está prestando depoimento na tarde desta sexta-feira e, ao final, irá para o Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

Familiares, entre eles a mulher do médico, prestaram depoimento e disseram estar chocados com as denúncias.

Segundo as investigações, a primeira vítima a procurar a Delegacia da Mulher foi uma jovem de 18 anos, que teria sido estuprada no dia 21 de fevereiro. No dia seguinte, uma universitária de 32 anos tomou coragem de procurar a polícia após a repercussão do caso. O perfil das outras vítimas não foi revelado.

O homem suspeito de estupro na UPA da Imbiribeira é médico há nove anos. Ele se formou pela Universidade do Rio Grande do Norte e especializou-se na área de ortopedia e traumatologia, com ênfase em cirurgias. Além da UPA, ele também trabalha em clínicas particulares.

Médico Kid Nélio recebeu voz de prisão durante depoimento à Polícia Civil. Foto: Cremepe/Divulgação

O médico foi afastado das funções, por determinação da direção da UPA da Imbiribeira. O Conselho Regional de Medicina (Cremepe) também confirmou que abriu sindicância para investigar a conduta do profissional, que pode perder o direito de exercer a profissão.

PROCESSOS POR ERROS MÉDICOS

O Ronda JC revelou na terça-feira (27) que o suspeito também responde a processos na Justiça por supostos erros médicos. Um dos casos ocorreu em 2016. Um policial militar afirma que um procedimento no punho direito dele foi realizado de maneira incorreta. Foi necessária uma segunda cirurgia – feita por outro profissional – para consertar o erro.

O policial militar precisou passar pelo procedimento porque sofreu um acidente de bicicleta ao cair em um buraco na Avenida Norte, no Recife. Ele quebrou o punho direito e, após 15 dias de espera, passou pela cirurgia. “No entanto, houve um erro grotesco por parte do médico. O punho do PM ficou em um ângulo de 45 graus. Ele ficou sentindo fortes dores, até que passou por uma nova cirurgia. Mesmo assim, ficou sem os movimentos do braço”, afirmou o advogado do policial, Carlos Eduardo Mota.

O processo tramita na 4ª Vara Cível da Capital. Segundo o advogado, o caso está na fase de perícias que devem confirmar se realmente houve erro médico no primeiro procedimento.

Outro processo que tem o médico como réu também tramita na 31ª Vara Cível da Capital. A assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que esse segundo processo foi concluído em primeiro grau e que o recurso ainda está sendo julgado. A assessoria não informou detalhes do caso.

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