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Polícia investiga furtos de carros no estacionamento do Aeroporto do Recife

12 / jun
Publicado por Raphael Guerra às 10:00

Um homem foi preso com um carro furtado no estacionamento do aeroporto. Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

A Delegacia de Boa Viagem está investigando um suposto esquema de furtos de carros no estacionamento do Aeroporto Internacional do Recife – Gilberto Freyre. A suspeita veio à tona na semana passada após a prisão de Albiezer Ribeiro dos Santos, de 35 anos. Ele estava com um veículo que foi furtado do local em dezembro do ano passado.

O veículo foi encontrado por policiais civis na Rua Barão de Beberibe, em Boa Viagem. Os agentes desconfiaram das características, consultaram a placa e descobriram que se tratava de um carro roubado. Os policiais esperaram o condutor chegar e fizeram a abordagem.

Segundo a polícia, ele não soube explicar a origem do veículo e acabou preso em flagrante por receptação. Na audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva, porque ele já havia sido preso por crime semelhante no início deste ano.

A delegada Maria Alice D’Arce afirmou que o furto do carro no aeroporto pode ter relação com um esquema muito maior, por isso a necessidade de dar seguimento às investigações. Uma das hipóteses é de que criminosos podem estar recebendo informações privilegiadas para cometer os furtos no estacionamento. “A gente está percebendo que é algo maior. A gente precisa e vai investigar”, afirmou a delegada.

CONDENAÇÃO

No mês passado, a Justiça condenou um funcionário de uma empresa de limpeza que presta serviços no Aeroporto Internacional do Recife – Gilberto Freye. De acordo com as investigações, Ailton Nunes da Silva teria furtado 22 conectores de mangueira de incêndio localizados no edifício garagem. Os objetos foram avaliados em R§ 1.225,62.

Os furtos teriam sido praticados em fevereiro de 2016, quando a polícia abriu inquérito para investigar o caso. Testemunhas confirmaram o crime. Policiais militares também afirmaram que o acusado confessou o delito. O magistrado aplicou uma pena de dois anos e quatro meses de reclusão. Como ele não tinha antecedentes criminais, a pena foi substituída pela restrição de direitos. Ainda cabe recurso.

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