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Janeiro de Grandes Espetáculos batalha por recursos

11 / nov
Publicado por Mateus Araújo às 17:08

Paula de Renor, uma dos três produtores do Janeiro de Grandes Espetáculos. Foto: Heudes Regis/JC Imagem
Paula de Renor, uma dos três produtores do Janeiro de Grandes Espetáculos. Foto: Heudes Regis/JC Imagem

*Colaborou Bruno Albertim, repórter do JC 

O Janeiro de Grandes Espetáculos é mais um dos eventos culturais que penam com os reflexos econômicos da crise política brasileira e da falta de uma política cultural local mais bem estruturada, no que diz respeito à captação de verbas para a produção artística. O festival é um dos mais importantes e robustos do setor das artes cênicas do Brasil.

Do orçamento de R$ 1,4 milhão para a edição 2016, a produção do festival captou até agora apenas R$ 120 mil e as pautas do teatro do Recife, dados pela Prefeitura do Recife. A situação do festival piorou com a não aprovação do projeto no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, o Funcultura.

Nesta quarta (11), o grupo de produtores responsável pelo Janeiro de Grandes Espetáculos, Carla Valença, Paula de Renor e Paulo de Castro, se reuniu com o prefeito Geraldo Julio para expor a situação. De acordo com os realizadores, o prefeito disse que além da verba de patrocínio (os R$ 120 mil) vai ajudá-los na captação junto às empresas privadas.

“Nossa reunião com o prefeito foi boa e propositiva. Ele se comprometeu em articular conosco outras captações”, explica a produtora Carla Valença. Uma proposta já foi apresentada ao Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), que agora está em análise.

Fora os R$ 120 mil dados pela prefeitura, o Janeiro de Grandes Espetáculos tem R$ 50 mil de patrocínio de uma empresa privada, captados através da Rouanet. No entanto, este valor só poderá ser usado se os produtores conseguirem captar 20% do R$ 1,4 milhão – valor aprovado na lei de isenção fiscal.

Na coletiva de imprensa do Festival Recife do Teatro Nacional, nesta quarta (11), Paula de Renor reforçou a importância da articulação do poder público junto à iniciativa privada na captação de verba para a Cultura. Inclusive, uma das cobranças da produtora – que também é uma cobrança da classe, faz tempo – foi a volta do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) do Recife, que está parado desde 2011. Mas, segundo o secretário executivo de Cultura da prefeitura, Williams Santana, deve voltar no próximo ano.

>> Leia Também: Confira a programação do Festival Recife do Teatro Nacional

Santana explicou que o SIC passou por uma reformulação e agora espera aprovação da secretaria de Finanças da cidade. Uma das mudanças do novo sistema, conta o gestor, é o aumento para R$ 3 milhões do valor disponibilizado pela PCR para o edital.

 


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