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Entenda a relação entre exercício e AVC

15 / mar
Publicado por Luana Ponsoni às 10:54

É senso comum que a prática esportiva é uma forte aliada da saúde. O que muitas pessoas desconhecem, porém, é que, sem os acompanhamentos médico e de profissionais de educação física, o esforço feito em exagero pode potencializar os riscos de um  acidente vascular cerebral (AVC).

“É comprovado que durante a prática esportiva o corpo humano apresenta picos de pressão. Com isso, caso o organismo não esteja preparado para absorver estas alterações e a pessoa já tenha alguma dilatação aneurismática (que se formam com base em alguma fragilidade dos vasos internos do cérebro), existe uma maior probabilidade de ele se romper, o que pode resultar em uma hemorragia cerebral”

Osmar Moraes, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

O médico ressalta, todavia, que não há estudos que mostrem que a prática de alguns esportes traga maiores riscos que outras modalidades. “O que deve ser observado por todas as pessoas que praticam atividades físicas é incluir, além dos exames cardíacos e físicos, uma avaliação clínica e, eventualmente, um exame vascular do cérebro antes de realizar alguns esportes que exijam mais do corpo humano. Esses cuidados podem atenuar muitos riscos e dar a chancela que o organismo precisa para praticar qualquer exercício”, complementou.


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Eventualmente, ocorrem alguns casos de problemas cerebrais, como rotura aneurismática ou AVC, em jovens praticantes de atividades físicas. Com isso, muitos se questionam se os mais novos – sejam de fins de semana ou praticantes assíduos – estão mais suscetíveis a problemas nessa região do corpo.

Doutor Moraes esclarece que não há estudos que corroborem esta afirmação, no entanto, há vários fatores que podem favorecer o enfraquecimento de uma parede arterial e, consequentemente, aumentar os riscos. “Ter hábitos prejudiciais ao corpo humano, como o consumo excessivo de álcool, o fumo, a hipertensão, além de não tratar infecções sanguíneas, podem ser fatores determinantes para potencializar os riscos de sofrer um AVC”, concluiu.


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