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Conheça o estilo de vida ‘nada, pedala, corre’

10 / set
Publicado por Gabriela Máxima às 10:21

Rosinha é uma das principais triatletas do Brasil. Foto: Arquivo Pessoal

“Minha vida é o esporte. Eu poderia passar o dia inteiro conversando sobre isso e não seria suficiente. Sou atleta e entusiasta de uma vida saudável a partir da prática esportiva.” A declaração animada é de Rosinha Teixeira, 39 anos, que há seis transformou sua vida por conta do triatlo. Hoje, ela é uma das melhores representantes da modalidade no Brasil. Não esconde suas metas. Busca performance e viaja o mundo para competir. Seu próximo desafio será em Miami, nos Estados Unidos, onde vai fazer o IronMan 70.3, em outubro. Até lá, os treinos serão intensos, com pelo menos 15h de muita natação, ciclismo e corrida por semana.

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Rosinha faz parte do grupo de atletas que ostenta o estilo “nada, pedala, corre”, cada vez mais expressivo no cenário nacional e internacional. Atualmente, o esporte reúne milhares profissionais e amadores por conta da mística de superar limites e realizar o impossível. Foi justamente esse desafio que fez Rosinha se encontrar no multiesporte. “Sempre estive ligada ao triatlo. Antes, assistia às competições, acompanhava atletas, mas só comecei a praticar em 2011, após experiências incríveis na corrida de aventura. Foi nessa época que me encontrei”, revelou a atleta, que reúne 18 mil seguidores no Instagram.

Alexandria aposta no rendimento do triatlo ganhar notoriedade no esporte

De acordo com o empresário e triatleta Carlos Alexandria, o esporte se tornou uma febre por conta dos próprios atletas, que lideraram um movimento para alavancar a modalidade. “Surgiram vários elos responsáveis por difundir o triatlo há pelo menos 10 anos. As federações iniciaram a dinâmica com ações. Empresas organizaram eventos ligados ao triatlo e surgiram assessorias com profissionais especializados: treinadores, nutricionistas esportivos, fisioterapeutas esportivos. Esses elos contribuem para o fortalecimento do triatlo”, argumentou Alexandria, que completou seu primeiro Ironman em 2010. De lá para cá, acumula em seu currículo dois Ironman full, cerca de 10 meio Iron, além de outras provas olímpica e sprint.

Arthur Costa descobriu o triatlo após lesão por conta da corrida. Foto: Arquivo Pessoal

O professor Arthur Costa é praticamente um estreante no triatlo. Ele fez seu primeiro Ironman 70.3 no mês passado, em Maceió, e já tem marcado o próximo compromisso: o meio Iron de Fortaleza, em novembro. Sua história é parecida com a de ouros triatletas. Arthur corre há 14 anos, período que completou 16 meias e duas maratonas. Em 2015, porém, sofreu uma lesão e buscou na natação e no ciclismo alternativas para movimentar o corpo durante a recuperação. “Não foi algo intencional, mas tomei gosto pelo triatlo. E o esporte ocupou um espaço que eu jamais imaginei que ocuparia na minha vida. Acho maratona um negócio incrível, mas não tem nada mais interessante do que a estratégia que se faz durante uma prova de triatlo”, observou.

Para quem quer começar, vale lembrar que o esporte exige comprometimento, com muitas horas de treinamento por semana. É fundamental procurar profissionais para montar a planilha e seguir todas as orientações. Competição só depois de meses para o corpo e a cabeça se adaptarem à dinâmica. Os familiares e amigos também entram no esquema e precisam saber que a rotina mudará até a chegada da prova. “É uma rotina que vai fazer você abdicar de muitas coisas: baladas, viagens, encontros. Acordar de madrugada será comum, porque você tem que dar conta dos treinos e do expediente do trabalho. Mas, no final das contas, tudo valerá a pena. Para mim sempre valeu e sempre valerá. Essa é minha vida e sou feliz. Quem ama entende e respeita”, contou Rosinha.


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