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Saiba como um frentista e o Uber marcaram a estreia de repórter do JC nos 10k

03 / out
Publicado por Luana Ponsoni às 15:08

 

Repórter da editoria de Esportes do JC teve que lidar com o inesperado em sua estreia nos 10k

 

Há sete meses, decidi mudar um pouco os rumos da minha vida. Após o Carnaval, beirava os 95 quilos, quase 20 acima do meu peso ideal. Com corrida, musculação e tênis, mudei essa realidade, chegando a 18 quilos perdidos em 120 dias. No último domingo (1º), fiz minha primeira prova de 10km, na Maratona Internacional da Maurício de Nassau. E a estreia teve de tudo: erro de percurso, shopping e até Uber.

Animado, comecei a corrida “voando”, com pace abaixo até dos cinco minutos em algumas ocasiões. Meu objetivo, treinado por mais de dois meses, era fazer 10k em menos de uma hora. Estava tão focado nessa meta que nem vi as placas de sinalização. Errei o percurso, passei direto do retorno e entrei na Via Mangue, trecho exclusivo para quem fazia meia-maratona (21k) ou maratona (42k).

Após passar o quilômetro seis e perceber que tinha errado o percurso, decidi finalizar o meu objetivo e depois me virar para voltar. Porém, faltando 400 metros, já passando do colégio GGE, em Boa Vagem, e no sentido contrário dos carros, fiquei numa encruzilhada: ou subia novamente o viaduto Dom João VI, entrando na Via Mangue e depois ficando sem opção de retorno, tendo que caminhar mais 11 km, ou desistia ali e buscava um transporte para voltar para o Paço. Optei por parar e entrar no Shopping Recife em busca de um táxi.

Mas só me esqueci de um detalhe: eram 7h da manhã e o shopping só abriria cinco horas mais tarde. Bastante cansado, atravessei o estacionamento do local até o outro lado do canal, no posto Modelo da Avenida Professor João Medeiros, em frente ao restaurante Papa Capim. Lá, sentei-me no chão e esperei passar um táxi, já que estava sem celular e não poderia chamar um Uber. Foi aí que o frentista Ruy apareceu.

Simpático, viu meu “sofrimento” e puxou assunto. Quis saber mais detalhes sobre corridas, valorizou quem consegue fazer maratonas e perguntou o que tinha acontecido comigo. Depois de explicar – e ver que não passava um táxi sequer no local -, ele me perguntou se eu não queria um Uber. Para um completo estranho, foi buscar o celular no seu armário e pediu, pelo aplicativo, a minha passagem de volta para o local da largada.

Mais de uma hora acima do previsto, cruzei a linha de chegada. Peguei a medalha, as comidas oferecidas pela organização e voltei para encontrar as parcerias de corridas, já bastante preocupadas comigo. Deu tudo certo. Sem comemorar, mas com muita história pra contar, fiz a minha estreia nos 10 km em corridas pernambucanas.

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