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No Dia Mundial do Pão, saiba como escolher a melhor opção dessa delícia

16 / out
Publicado por Luana Ponsoni às 15:55

Os ingredientes utilizados no pão, como o tipo de farinha, determinam se a opção é saudável. Foto: Divulgação

 

Item quase constante nas mesas de café da manhã de muitos brasileiros, o pão não costuma desfrutar da mesma popularidade entre os que buscam um estilo de vida mais saudável. A má fama, porém, estende-se apenas à versão mais tradicional do alimento. Se feito com bons ingredientes que substituam as farinhas refinadas, a inclusão na dieta não está necessariamente descartada. Sobretudo nesta segunda-feira (16), quando se comemora o Dia Mundial do Pão.

A data é celebrada desde 2000, depois de ser instituída pela União dos Padeiros e Confeiteiros de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A história, porém, indica o Egito como berço do pão moderno, feito com farinha de trigo, água, sal e fermento. O alimento teria surgido há cerca de 4.000 anos A.C. e se popularizou no mundo inteiro por ser uma opção prática, versátil e com custo acessível. Mas o problema, de acordo com os especialistas, está nas propriedades nutricionais das opções tradicionais.

 

“Os pães são tidos como vilões (das dietas) devido ao fato de serem feitos, em sua grande maioria, com farinhas refinadas. Essas farinhas possuem poucos nutrientes e grande quantidade de carboidratos com alto índice glicêmico, o que faz com que esse tipo de alimento seja promotor do acúmulo de gordura e consequente aumento de peso corporal. Muitos deles ainda têm, em sua composição açúcar e, dependo da receita, até conservantes. Então, o que irá definir se o pão é saudável ou não é a sua composição, os ingredientes utilizados na fabricação são o grande diferencial”

Bárbara Duque, nutricionista.

 

Para desfrutar, vez por outra, do alimento sem sabotar a dieta, a recomendação é de ficar atento aos rótulos. As opções mais saudáveis e nutritivas costumam ser feitas com farinhas integrais e funcionais – geralmente obtidas a partir de frutas, cereais, grãos, sementes, leguminosas e hortaliças. Diferente das refinadas, essas versões são ricas em proteínas, vitaminas e outros nutrientes essenciais ao bom funcionamento do corpo.

 

“As farinhas funcionais possuem uma ótima textura para se trabalhar e aumentam a ingestão de fibras, vitaminas e proteínas, contribuindo para uma receita mais equilibrada, leve e de menor índice glicêmico”

Mariana Dias, chef do Greenmix Mercado Saudável.

 

A chef Mariana Dias usa farinhas funcionais em suas receitas. Foto: Divulgação

 

Algumas dessas farinhas são as de aveia, linhaça, amêndoa, de painço (tipo de cereal) e de teff (obtida a partir de um grão originário da Etiópia). Além de colaborar para uma alimentação mais saudável, elas também podem ser consumidas por quem possui restrições alimentares, como a intolerância ao glúten, proteína presente no trigo.

De acordo com a chef Mariana Dias, no mercado, existem algumas opções de pães ricos em fibras e sem glúten. Uma delas é o low carb (de baixo carboidrato). Para se enquadrar nessa classificação, porém, o produto tem de ser feito sem leite e seus derivados, com pouquíssimos carboidratos, zero açúcar e ser 100% integral.

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