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out

Jornada de autoconhecimento ou os 42km da Maratona de Buenos Aires

20 / out
Publicado por Gabriela Máxima às 19:09

Este é o relato da segunda maratona da repórter Gabriela Máxima. Eu! Então, escolhi fazer minha melhor maratona na terra dos hermanos. Planejei fazer uma viagem legal nas férias e, como todo corredor que se preze, conciliei o destino com uma prova de 42km. Tive uma experiência incrível e terminei o percurso em 4h00min23seg. Segue o texto sobre como transformo a corrida em uma metáfora do equilíbrio físico e mental.

“Vai ter foto de cabeça pra baixo sim (a foto está no final do texto) porque é em estado de constante desequilíbrio que a gente se desconstrói todinha pra buscar o eixo. É isso. Em poucas palavras, é essa a metáfora que levo pra vida sobre quando decido, em momentos-chaves, colocar as pernas pro ar.

Finalizei um ciclo bem importante na edição de 2017 da Maratona de Buenos Aires, no dia 15 de outubro. A proposta era fazer minha melhor maratona. A princípio não sabia o que isso significaria em questão de tempo. E a medida que os longões (treinos dos finais de semana que têm quilometragens maiores entre 20km e 35km) aconteceram visualizei a possibilidade real de um sub-4h (na linguagem dos corredores, sub-4h significa concluir a maratona da prova em menos de 4h). Em silêncio mentalizei a marca e corri para superá-la.

Uma prova de 42km é complexa demais. Sozinho, mas com milhares de pessoas ao redor, você trava a pior/melhor batalha com você mesmo. Tive dois momentos cruciais aqui: o primeiro entre o 13km/18km, onde uma dor inédita no joelho me deixou alerta. Faltava mais da metade da prova e eu me questionei o que danado eu estava fazendo ali. Fui obrigada a apertar o ritmo para controlar o desconforto. Passou. Depois, no 29km, meu GPS simplesmente travou. Garmin, seu danado, me abandonasse na barreira dos 30km da prova mais importante do ano, da vida? Como assim? Corri os 13km finais na tora, pedindo a Deus que a marcação oficial surgisse no campo de visão para eu ficar menos perdida.

Naquele momento, xinguei tudo e não tive tempo para pensar em nada. A quebra mental não estava no plano, então em soltei um palavrão e corri como nunca, sem saber o que eu estava fazendo em questão de ritmo e cadência. O sub-4h bateu na trave. Completei os 42km em 4h00min23seg. Estou feliz demais com minha prova, especialmente com o fato de eu vir me encontrando enquanto atleta. Mas carrego um tanto de frustração por ter chegado tão perto e por saber que teria condição de controlar e superar o tempo em outra condição com GPS.

Deixa estar. Ainda não concebi tudo o que aconteceu na jornada Buenos Aires, até porque ela ainda não terminou. Mas já estou maquinando minha revanche. A próxima luta nos 42km, Gabriela contra Gabriela. Esporte é isso também. A lição foi dada e vai ter volta.

Sigo em posição de constante desequilíbrio sim.”

vai ter foto de cabeça pra baixo sim porque é em estado de constante desequilíbrio que a gente se desconstrói todinha pra buscar o eixo. é isso. em poucas palavras, é essa a metáfora que levo pra vida sobre quando decido, em momentos-chaves, colocar as pernas pro ar. . . e ontem foi bem isso. finalizei um ciclo bem importante. Vim para Buenos Aires na intenção de fazer minha melhor maratona. A princípio não sabia o que isso significaria em questão de tempo. e a medida que os longoes aconteceram visualizei a possibilidade real de um sub-4h. Em silêncio mentalizei a marca e corri para superá-la. . . uma prova de 42k é foda. sozinho, mas com milhares de pessoas ao redor, você trava a pior/melhor batalha com você mesmo. Tive dois momentos cruciais aqui: o primeiro entre o 13k/18k, onde uma dor inédita no joelho me deixou alerta. faltava mais da metade da prova e eu me questionei o que danado eu estava fazendo ali. fui obrigada a apertar o ritmo para controlar o desconforto. passou. Depois, no 29k, meu GPS simplesmente travou. Garmin, porra, me abandonasse na barreira dos 30k da prova mais importante do ano, da vida? Whaaaaat? Corri os 13k finais na tora, pedindo a Deus que a marcação da prova surgisse no campo de visão para eu ficar menos perdida. naquele momento, xinguei tudo e não tive tempo para pensar em nada. a quebra mental não estava no plano, então em soltei um “caralho” e corri como nunca, sem saber o que danado eu estava fazendo em questão de ritmo e cadência. o sub-4h bateu na trave. completei os 42km em 4h00min23seg. estou feliz demais com minha prova, especialmente com o fato de eu vir me encontrando enquanto atleta. mas carrego um tanto de frustração por ter chegado tão perto e por saber que teria condição de superar o tempo em outra condição com GPS. . . Deixa estar. ainda não concebi tudo o que aconteceu na jornada Buenos Aires, até porque ela ainda não terminou. mas já estou maquinando minha revanche. Esporte é isso também. A lição foi dada e vai ter volta. . . Sigo em posição de constante desequilíbrio sim. . . #GoMaxima #RunLikeaGirl #TeamIsmalvado #UnicRunning #42kBsAs #TakeChargeBsAs #BornToRun #EnjoyYourJourney #DigoMaisNada #MeAguarde

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