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Após acidente de moto, para-atleta sonha com esporte profissional

03 / abr
Publicado por Gabriela Máxima às 17:45

“Eu acreditava que não era capaz por ser amputado. As pessoas têm preconceito. Mas hoje, depois que redescobri a corrida, eu vejo que posso conquistar sonhos e ajudar muita gente com incentivo”. A declaração é do para-atleta Deyvson Gonçalves, 33  anos, que sofreu um acidente de moto cinco anos atrás, encarou momentos obscuros com a depressão, mas conseguiu superar as dificuldades por meio do atletismo. Hoje, ele readquiriu a confiança, corre literalmente para realizar seus objetivos, que estão todos reunidos no esporte.

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O maior dos sonhos é comprar uma prótese especial para corredores, composta por fibras de carbono, polímetros e metais. O produto, porém, tem custo elevado e pouquíssimos atletas no Brasil têm o privilégio de utilizar um modelo. Deyvson conseguiu ajuda financeira de empresas, amigos, familiares e, por último, aceitou a ideia de amigos de promover a Corrida da Superação, realizada no domingo passado. O dinheiro arrecadado com as inscrições foi somado aos valores já reunidos para a compra da prótese.

O ANTES E DEPOIS

Deyvson é tatuador há nove anos, adora moto e velocidade. Em 2013, sofreu um acidente de moto e teve que amputar a perna direita. Na época, ele participava de algumas corridas de rua, mas não encarava o esporte com seriedade. Depois do acidente, Deyvson acreditou que a vida não ofereceria motivos para comemorações. Entrou em uma crise de depressão, assim como acontece com a maioria das pessoas que sofre um grande trauma. Aos poucos, felizmente, ele conseguiu retomar a rotina e voltou a exercer a profissão.

Foi em janeiro desse ano, porém, que amigos corredores incentivaram Deyvson a participar de algumas provas. De lá para cá, ele já completou cinco corridas, entre elas os 10km da Corrida das Pontes. Na ocasião, subiu ao pódio pela categoria especial. As oportunidades começaram a surgir e o tatuador passou a vislumbrar um futuro no esporte.

PARA-ATLETISMO

O sonho agora é se tornar referência no para-atletismo. Junto ao amigo e treinador Hebert Thomaz, Deyvson está treinando para disputar um Norte/Nordeste de Para-Atletismo, no segundo semestre. A ideia é investir nos saltos, arremesso e lançamento até eles conseguirem o dinheiro suficiente para comprar a prótese. “Depois vou treinar para as provas de velocidade. É disso que eu gosto”, concluiu o para-atleta.


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