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Massa magra e a relação com a cura do câncer de mama

07 / maio
Publicado por Luana Ponsoni às 14:44

Mulheres com índice maior de massa muscular apresentaram mais chances de cura para o câncer de mama. Foto: Divulgação

Um corpo com massa magra superior à quantidade de gordura não costuma ser apenas esteticamente mais bonito. Na maioria dos casos, é também amplamente mais saudável e forte. Inclusive quando precisa se recuperar de algumas enfermidades mais graves. Foi o que comprovou o estudo liderado pela pesquisadora norte-americana Bette Caan. Os envolvidos coletaram dados de 3.241 pacientes com câncer de mama não-metastático e avaliaram a relação entre o baixo índice de massa muscular – quadro conhecido como sarcopenia – e as chances de cura. O resultado foi alarmante.

Mulheres com baixo índice de massa magra tiveram até 41% mais chances de morrer em razão da doença se comparadas as que estavam com a quantidade de massa muscular em dia. A obesidade esteve entre um dos fatores responsáveis pelo quadro de sarcopenia apresentado por muitas pacientes da pesquisa.

OBESIDADE

Outros estudos já comprovaram que estar muito acima do peso ideal é um dos fatores de risco para o surgimento de diversos tipos de câncer, não apenas o de mama. A grande inovação promovida pela pesquisa comandada pela Drª Bette Caan diz respeito a uma avaliação mais precisa da composição corporal das pacientes.

A mastologista pernambucana Marina Ávila destacou a importância de o estudo usar a quantidade de massa magra como parâmetro. Foto: Arquivo Pessoal

 

“A maioria das pesquisas anteriores utilizou o IMC (índice de massa corporal), índice simples de ser obtido, mas ineficaz em avaliar a composição corporal. Entender que não só o peso, mas a quantidade e a qualidade dos músculos de nossos pacientes oncológicos provavelmente impactam na mortalidade é de suma importância”

Marina Ávila, mastologista.

Para a especialista, os resultados apontados pela pesquisa devem estimular o médico a aconselhar os pacientes a reverem seus hábitos. “Apesar de ser um estudo retrospectivo, com todas as críticas inerentes a esse tipo de estudo, dados como estes devem estimular o médico a orientar medidas que promovam o aumento de massa magra, com suporte nutricional adequado e a prática de exercícios físicos resistidos, como a musculação. Mais estudos, principalmente prospectivos, com um maior número de pacientes, precisam ser realizados”, observou.


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