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20
set

Michel Temer não fala de corrupção a investidores em Nova York

20 / set
Publicado por Leonardo Spinelli às 16:34

Temer participou de evento do jornal britânico Financial Times com investidores, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York. “Recessão ficou para trás”, disse sem citar corrupção.  Craig Ruttle / POOL / AFP

AFP
O presidente Michel Temer, denunciado por corrupção, assegurou nesta quarta-feira a investidores em Nova York que vai continuar impulsionando sua agenda de reformas e pediu confiança “em um novo Brasil” que está se “modernizando”.

Em Brasília, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rechaçou nesta quarta-feira (20) suspender o envio à Câmara da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, suspeito de liderar uma “organização criminosa” para desviar recursos do Estado.

O voto de seis dos onze ministros abre a porta para o envio da denúncia à Câmara dos Deputados, onde os legisladores deverão votar se autorizam a Suprema Corte a avaliá-la e, eventualmente, julgá-la.

Falando aos investidores, Temer disse que em menos de um ano de governo, “resgatamos a confiança que se traduz em investimentos e em consumo”, afirmou Temer em um evento organizado pelo jornal britânico Financial Times com investidores, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Em seu discurso, Temer não citou em nenhum momento a palavra “corrupção”.

Temer, que assumiu a Presidência em 2016 após o impeachment de Dilma Rousseff, é acusado pela Procuradoria-Geral da República de liderar uma organização criminosa em seu governo e de obstrução da Justiça. Seu mandato termina em 1º de janeiro de 2019.

“A recessão ficou para trás. A inflação, que superava 10%, agora está abaixo de 2,5%. Os juros, que em 2015 haviam atingido mais de 14%, agora estão em 8,25%. Os empregos estão voltando. Não tenham dúvida: estimulados por esses avanços, continuaremos a levar a cabo nossa agenda de reformas”, afirmou o presidente.

A popularidade de Temer está no chão, em menos de 5%, e o desemprego afeta quase 13% da população ativa do país de 205 milhões de habitantes. Mas o Brasil começa a superar a pior recessão econômica de sua história.

“Tenham certeza: investir no Brasil é ganhar”, garantiu Temer, que enumerou entre suas conquistas para enfrentar a crise a aprovação de um teto dos gastos públicos, os avanços para uma reforma da Previdência Social e reformas para aumentar a produtividade, por exemplo via“modernização da legislação trabalhista” e do currículo escolar.


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