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mar

Primeira lição para poupar dinheiro: deixe o mínimo possível com o banco

15 / mar
Publicado por Leonardo Spinelli às 15:50

As instituições bancárias querem captar o máximo de dinheiro pelo menor custo. Foto: >Leo Motta / JC Imagem

Pode parecer contradição, mas há muito mais opções de poupança no mercado do que o seu gerente de banco tem disposição em te contar. Com o fim da recessão e a volta do otimismo à economia, fica mais fácil, e também urgente, de pensar em guardar algum dinheirinho para usá-lo em decisões futuras. Uma viagem, um carro, a faculdade dos filhos ou simplesmente a aposentadoria. Mas como fazer isso diante de tantas despesas?

O planejador financeiro certificado (CFP) Leandro Lima Strasser  escreveu uma série de artigos para o blog mostrando como ele acredita ser possível fazer isso. Para começar, o especialista aconselha ao futuro investidor criar um plano de investimento que pode ser desenvolvido em seis etapas, sendo a primeira, e mais óbvia, definir qual o seu objetivo para guardar a grana. Diz ele:

– Os objetivos financeiros e prazos para alcançá-los dependem de onde você e sua família estão no ciclo de vida,

– Qual valor você e sua família estão dispostos a investir mantendo a disciplina,  

–  Como se comportar diante dos riscos associados a cada produto (financeiro),

– Quais tipos de produtos de investimento você quer e quantos você terá ao longo de sua vida,

– A escolha da instituição financeira pela qual investir,

– A disposição de continuamente querer aprender sobre investimentos.

Sobre a questão de aprendizado contínuo, a primeira lição talvez seja aprender a lidar de igual para igual com as instituições financeiras. “Pare de emprestar dinheiro barato aos bancos!! Não mantenha mais dinheiro do que o necessário em conta corrente. Não ‘invista’ em poupança. Não compre CDBs de baixa remuneração”, afirma Leandro Lima… no imperativo mesmo.

Como operador, ele sabe que os bancos se interessam em vender produtos aos clientes e ­­- isso é cruel, eu sei – quanto menos dinheiro o cliente tem, menos interesse o banco terá de remunerá-lo. Em outras palavras, as instituições bancárias querem captar o máximo no menor custo. Os bancos captam justamente o “dinheiro que você deixa em conta corrente sem remuneração, a poupança e os CDBs que lhe pagam até 75% da taxa CDI”, diz Strasser.

A opção às instituições bancárias são as corretoras de valores, existem muitas no mercado, é válido consultar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)  sobre a idoneidade da instituição. Nesse link do Tesouro Direto é possível verificar, inclusive, algumas taxas que as operadoras credenciadas cobram para este produto específico. 

SPREAD

Alguém já ouviu falar de spread bancário e de sua relação com o lucro bilionário dos bancos no Brasil?  Não é demais lembrar que o lucro dos quatro maiores bancos do País em 2017, somados, foi de incríveis R$ 57,6 bilhões, um incremento de 14,6% em relação ao ano anterior.

Sabendo, portanto, que há opções no mercado que podem oferecer remunerações mais vantajosas, é preciso identificar também as outras vantagens competitivas que o cliente pode ter ao fugir da lábia do gerente do banco.

Strasser destaca entre essas vantagens uma posição de independência já que, ao concorrer com os bancos, as corretoras trabalham para achar a melhor rentabilidade para o cliente e isso significa, no final das contas, um leque maior de opções de produtos. “Mesmo  com pouco dinheiro de início é possível escolher entre diversas aplicações muito mais rentáveis”, diz. Diversificação de investimentos é palavra de ordem para quem procura segurança com certa rentabilidade.

“Corretoras tem como objetivo principal maximizar o rendimento do seu dinheiro ao longo do tempo porque se dedicam com intensidade ao serviço de assessoria de investimento. Uma prova? Estou escrevendo este artigo”, argumenta Strasser em um de seus textos, que vamos publicar mais tarde. 


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