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09
maio

Produção industrial de Pernambuco cresce no ano, mas ainda está bem abaixo daquela registrada em 2012

09 / maio
Publicado por Leonardo Spinelli às 19:21

A produção física industrial do Estado está 11,7 pontos menor do que a registrada no ano de 2012. Foto: Heudes Regis / JC Imagem

Apesar de a produção industrial do Nordeste ter registrado um recuo na passagem de fevereiro para março, Pernambuco registrou um pequeno avanço, com cara de estabilidade, de 0,2% no período, juntando-se aos Estados brasileiros que registraram aumento de produção, a exemplo de São Paulo que cresceu 2% em março. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Olhando para o trimestre, os números do IBGE mostram que a indústria pernambucana entrou num caminho de recuperação, crescendo 1% no período. Em 12 meses, no entanto, há um retração de 2%. Apesar da recente recuperação na produção, mostrada pelo IBGE, a produção física industrial do Estado está 11,7 pontos menor do que a registrada no ano de 2012, antes de o País entrar na crise econômica. Pelos dados da pesquisa, aliás, a produção industrial do Estado foi a que mais encolheu nesses seis anos de crise, com um índice de base fixa de 88,3 (o ano de 2012 teria a base 100). Minas Gerais vem logo em seguida com uma base atual de 88,4. O Estado que mais cresceu em produção industrial neste período foi o Pará, que hoje apresenta uma base de 138,9.
NACIONAL
No plano nacional, o desempenho da indústria do Rio de Janeiro puxou para baixo a produção industrial de março. A produção da indústria fluminense encolheu 3,7% ante fevereiro e 0,3% em relação a março de 2017.

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, o desempenho do Rio foi marcado pelo fato de manter em seu parque fabril plantas de setores que tiveram atividade fraca em março, como a fabricação de bebidas e fármacos.

Os demais locais que apresentaram queda na produção foram afetados por produzir bens intermediários (como produtos de metalurgia e celulose), cujo desempenho negativo foi o principal motivo para a queda na produção industrial de março.

Macedo informou ainda que o apagão de energia elétrica que atingiu Estados do Norte e do Nordeste também contribuiu para o desempenho de locais como Bahia (queda de 4,5%) e Região Nordeste (recuo de 3,6%) ficarem com desempenho pior do que o da indústria nacional.
Houve quedas em oito dos 15 locais pesquisados. Na média nacional, a produção da indústria recuou 0,1% na comparação fevereiro/março, conforme divulgado na semana passada.

Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em março de 2018, informou o IBGE.
Na contramão da produção industrial nacional, além da alta de 2,0% em São Paulo, houve incremento da atividade na passagem de fevereiro para março no Pará (9,0%), Mato Grosso (4,7%), Espírito Santo (2,8%) e Amazonas (2,6%). As demais taxas positivas foram registradas em Goiás (1,2%) e Pernambuco (0,2%).

COPA
O aumento na produção de televisores, com vistas à demanda em alta por conta da Copa do Mundo da Rússia, turbinou a atividade industrial do Amazonas, por causa da Zona Franca de Manaus. Em março, a produção industrial do Amazonas avançou 2,6% ante fevereiro e 24,3% sobre março de 2017. Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, o movimento é típico de anos de Copa do Mundo de Futebol. Em geral, a produção da Zona Franca cresceu no primeiro trimestre e, nos meses subsequentes, arrefece.

“No Amazonas, os televisores explicam muito do crescimento”, disse Macedo. Segundo ele, os fabricantes antecipam a produção no início do ano. “Posteriormente, tem uma redução no ritmo dessa produção”, completou.


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