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15
maio

Reação do setor de serviços no Estado ainda não é suficiente para reverter quedas sucessivas

15 / maio
Publicado por Leonardo Spinelli às 18:16

A PMS investiga cinco atividades de serviços, entre elas a de transportes. Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem

O volume de serviços prestados em Pernambuco cresceu 1,3% em março em relação a fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMS) divulgada nesta terça-feira (15). Em relação a março de 2017, no entanto, registrou queda de 3,8% e no ano o índice recua em 5,3% em 12 meses e no primeiro trimestre também há um recuo, este de 4,7%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Mais cedo, o IBGE informou que, no País como um todo, o volume de serviços prestados caiu 0,2% em março ante fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). No primeiro trimestre, o setor de serviços encolheu 0,9% em relação aos três últimos meses de 2017.

Na comparação de março com fevereiro, o destaque negativo foi o Rio Grande do Sul, com queda de 2,9%. Já na comparação com março de 2017, Minas Gerais (-3,2%), Bahia (-6,9%), Rio Grande do Sul (-3,7%) e Ceará (-8,9%) levaram o desempenho nacional para o campo negativo, com queda de 0,8%.

Em relação è geração de receita das empresas de serviço, houve um pequeno avanço de 0,7% em Pernambuco de fevereiro para março e também queda na comparação com o mesmo mês de 2017 (-2,9%), em relação ao trimestre (-2,7) e uma suave recuperação em 12 meses (0,3%).

DEPENDÊNCIA

Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o gerente da PMS do IBGE, Rodrigo Lobo, afirmou que a recuperação das atividades do setor de serviços ainda depende de um maior volume de negócios na economia como um todo, reportou a Agência Estado. “O setor de serviços depende de um maior volume de negócios da economia como um todo. Enquanto a economia não mostrar sinais de recuperação mais consistentes, seja da indústria, da agropecuária ou das demais empresas do setor de serviços, não haverá maior fechamento de contratos”, afirmou Lobo.

Diferentemente do varejo, que pode reagir rapidamente a recuperações na demanda das famílias, motivadas pela dinâmica de emprego e renda, ou até mesmo por eventos pontuais, como a liberação das contas inativas do FGTS no ano passado, as atividades pesquisadas na PMS “não têm nada que as impulsione de uma hora para outra”, disse Lobo.

QUEDAS

Em relação a 2014 o volume de serviços no Estado reduziu em 18,1 pontos, enquanto o faturamento das empresas do setor recuou em 4,5 pontos. Neste período, apenas o ano de 2015 apresentou um ganho no índice de base fixa do indicador em 1,1 ponto. Nos demais anos, a PMS sempre registrou uma queda em relação ao ano anterior.

No final do mês passado o Banco Central divulgou o seu índice regional mostrando que o segmento de serviços esboçava uma reação no início deste ano, após encerrar 2017 com queda de 5,3%. “Destacaram-se, na evolução recente, os desempenhos das atividades de transporte e outros serviços, ambos com crescimentos próximos a 3% no período”, afirmou o BC no Relatório Regional (disponível aqui).

A PMS investiga cinco atividades: serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; outros serviços; serviços de informação e comunicação; serviços prestados às famílias; e atividades turísticas.

O comércio entra no setor de serviços no Produto Interno Bruto (PIB), mas é pesquisado separadamente da PMS, pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). A maioria das atividades financeiras também fica de fora da PMS.

Veja tabela relativa a Pernambuco aqui


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