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Joanna Maranhão defende manutenção do Ministério do Esporte

Joanna Maranhão garante que Ministério do Esporte e programas como Bolsa Atleta são fundamentais para a evolução do alto rendimento no Brasil

JC Online
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Publicado em 06/11/2018 às 16:31
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Joanna Maranhão garante que Ministério do Esporte e programas como Bolsa Atleta são fundamentais para a evolução do alto rendimento no Brasil - FOTO: Reprodução/Instagram
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O anúncio de extinção do Ministério do Esporte (ME) confirmada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro é um tema bastante repercutido entre atletas e gestores do setor nos últimos dias. Nesta terça-feira, a pernambucana Joanna Maranhão, ex-nadadora olímpica e atual gerente de esporte e rendimento da prefeitura do Recife, usou as redes sociais para esclarecer algumas informações sobre o ME, bolsa atleta e políticas pública relacionadas à pasta.

Para Joanna, programas como Bolsa Atleta são fundamentais para o desenvolvimento do alto rendimento. Ela esclarece que para competidores sem clube o investimento é ainda mais importante. "Esses programas me ajudaram demais, mas minha crítica é que eu, como nadadora sempre tive um clube. Pinheiros, Minas, Nikita-Sesi e Unisanta e o Bolsa Atleta era um (auxílio) a mais. Então eu recebia dos setores privado e público. Para além disso, existem programas como o Time Rio, que contemplam atletas com chances de medalha. Em Pernambuco tem o Time-PE. Uma coisa não exclui a outra", observou Joanna.

A ex-nadadora falou também sobre o surgimento, em 2009, do programa para atletas militares, uma iniciativa do ME em parceria com o Ministério da Defesa. A iniciativa mirava o desempenho do Brasil nos Jogos Mundiais Militares, em 2011. Na ocasião, o País sediou o evento e as forças armadas desejam um bom resultado do país-sede não apenas com a presença de militares de carreira. Surgiu a oportunidade para os atletas profissionais se tornarem militares. O processo contemplava o preenchimento de um formulário, um curso de três semanas e a patente de 3º sargento, além de um salário. 

"Quando a gente foi ingressado às Forças (Armadas) o time ficou muito mais forte. No final de 2011 o Ministério da Defesa queria acabar com o programa. Só não acabou porque o ME pressionou e entrou com dinheiro no projeto. Porque? Porque algumas modalidades não têm clubes que invistam nelas. Por exemplo, o pentatlo moderno. O que seria de Yane Marques se não tivesse o programa militar e um programa do governo que desse esse suporte para ela. Nao existe clube de pentatlo moderno e Yane é medalhista mundial, olímpica", ressaltou.

RESPOSTA 

Joanna abriu espaço para a discussão a publicação de um texto da ex-jogadora de vôlei Ana Paula. Além de defender a extinção do Ministério do Esporte, ela acredita que o Ministério da Defesa contribuiu mais para os atletas do País do que o próprio ME. Apresenta números que, de acordo com Joanna, não condizem com o verdadeiro cenário do Brasil. "Hoje Ana Paula do vôlei fez um texto dizendo que é a favor do fim do ME. Uma das justificativas é porque o Ministério da Defesa apoia mais os esportes do que o ME. Isso é uma grande mentira. Os atletas militares têm que ter no mínimo 18 anos de idade. Então não contempla todas as categorias. Um outro dado que comprova a grande mentira. A nossa equipe nos Jogos do Rio-2016 era de 465 atletas, apenas 145 eram das Forças Armadas. E todos os outros? Se não fosse o Bolsa Pódio, como os atletas teriam chegado ali? Então vamos ser honestas. Não tem que acabar. Tem que continuar. Tem que ser revisto e não extinto. Não vou questionar nunca a capacidade de Ana Paula ser atleta, mas ela está sendo desonesta", falou.

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