TRAGÉDIA

Japoneses lembram bombardeio atômico de Nagasaki

O bombardeio atômico de Nagasaki, no sudoeste do Japão, há 71 anos destruiu a cidade e provocou a morte de 74.000 pessoas

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Publicado em 09/08/2016 às 8:32
Foto: fJIJI PRESS / AFP
O bombardeio atômico de Nagasaki, no sudoeste do Japão, há 71 anos destruiu a cidade e provocou a morte de 74.000 pessoas - FOTO: Foto: fJIJI PRESS / AFP
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Os japoneses lembraram nesta terça-feira (9) o bombardeio atômico de Nagasaki, no sudoeste do Japão, que há 71 anos destruiu a cidade e provocou a morte de 74.000 pessoas.

Às 11h02 locais (23h02 de Brasília de segunda-feira), a hora exata em que a bomba explodiu em 9 de agosto de 1945, três dias depois do bombardeio atômico contra Hiroshima, um alarme soou e os habitantes de Nagasaki observaram imóveis um minuto de silêncio.

Na presença de representantes de dezenas de países, o prefeito da cidade, Tomohisa Taue, evocou a visita história realizada em maio deste ano pelo presidente americano, Barack Obama, a Hiroshima.

Até aquele momento nenhum presidente americano havia visitado nenhuma das duas cidades destruídas pelas bombas atômicas dos Estados Unidos no fim da guerra.

"Com sua visita, o presidente mostrou ao mundo a importância de ver, ouvir e sentir as coisas" diretamente, disse Taue.

Da visita, ficou gravada a forte imagem de Obama apertando a mão de um sobrevivente e dando um abraço em outro.

O prefeito de Nagasaki, que se opõe à política de Defesa do atual governo, que reforça as Forças Armadas japonesas, criticou as "contradições" do Japão.

O Japão "propõe a abolição das armas nucleares, mas ao mesmo tempo se apoia na dissuasão nuclear" através de sua aliança com os Estados Unidos, disse.

Taue convocou o governo a "inscrever na lei os três princípios antinucleares" adotados em 1967.

Trata-se dos princípios de não produção, não posse e não autorização em seu território de armas nucleares.

Tomihisa Taue também convocou as gerações jovens a ouvir o relato dos "hibakusha" (sobreviventes irradiados), cuja idade já supera os 80 anos.

Assim como em Hiroshima, no sábado passado, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reafirmou a vontade do Japão de militar pela abolição das armas nucleares.

"Jamais devemos deixar que se repitam as terríveis experiências de Hiroshima e Nagasaki", disse Abe.

A bomba de plutônio batizada de "Fat Man" estava destinada, a princípio, à cidade de Kokura, ao norte de Nagasaki, onde havia uma importante fábrica de armas.

Mas o bombardeiro B-29, batizado de Bockscar, mudou seu alvo no último minuto por razões meteorológicas.

Três dias antes, a bomba de urânio "Little Boy" havia destruído Hiroshima, provocando a morte de 140.000 pessoas, a metade delas na hora.

As duas bombas atômicas lançadas pelos americanos precipitaram a capitulação do Japão no dia 15 de agosto de 1945 e, de fato, o fim da Segunda Guerra Mundial.

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