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UFPE: 74 feras das cotas raciais garantiram vaga e 98 foram reprovados

25 / fev
Publicado por Margarida Azevedo às 17:18

Feras repprovados realizaram um protesto na reitoria, no dia 12 de fevereiro. Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

Foi divulgada, na tarde desta segunda-feira (25), a lista final dos candidatos cotistas que tiveram as vagas confirmadas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), via Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo a Pró-reitoria Acadêmica, 74 estudantes tiveram a aprovação validada e 98, invalidada. Um total de 188 candidatos pretos ou pardos ingressou com recurso pedindo reavaliação.

Desses 188, 170 passaram pela segunda avaliação na semana passada. Desta vez, foram submetidos à análise da Comissão de Ações Afirmativas Étnico-Raciais. Dezoito estudantes faltaram.

A UFPE informa que os candidatos que tiveram sua situação validada e que são da primeira entrada deverão procurar o seu Centro Acadêmico para início das aulas. Posteriormente, assegura a universidade, eles serão integrados ao sistema de matrículas.

ENTENDA

A UFPE ofertou 6.972 vagas no Sisu, das quais 2.400 foram destinadas às cotas étnico-raciais. Candidatos indígenas não passarem pela validação porque possuem Registro de Nascimento Indígena que atesta a origem deles.

Durante a matrícula, realizada nos dias 31 de janeiro, 1 e 4 de fevereiro, todos os cotistas pretos e pardos foram submetidos à comissão de validação. O grupo, formado por três integrantes (com representantes de professor, aluno e técnico), observou e filmou os candidatos. Somente quando os três membros discordaram, por unanimidade, da condição informada pelo estudante, é que o direito à ocupação da vaga foi negado.

A negativa foi dada a 280 estudantes, dos quais 188 ingressaram com recurso contestando o resultado. Segundo o edital das cotas, “para validar a autodeclaração de candidatos às vagas reservadas aos candidatos pretos ou pardos serão considerados unicamente os aspectos fenotípicos do candidato, sendo vedado qualquer outro critério, inclusive as considerações sobre a ascendência”.

Em outro trecho, o documento diz que “entende-se por fenótipo o conjunto de características físicas do indivíduo, predominantemente a cor da pele, a textura do cabelo e os aspectos faciais, que, combinados ou não, permitirão validar ou invalidar a autodeclaração”.


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