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Cópia das provas do 2º dia do Enem circula por redes sociais antes da hora

10 / nov
Publicado por Margarida Azevedo às 18:27

Cópia do caderno que vazou é da cor azul. Foto: Filipe Jordão / JC Imagem

(Atualizada às 20h30)

Professores de colégios e cursinhos afirmam ter recebido uma cópia do caderno das provas do Enem deste domingo antes das 18h, horário estipulado pelo Inep para que os feras levem o teste para casa.

O Blog do Fera recebeu uma cópia do caderno às 17h30. Foram aplicadas 45 questões de matemática e 45 de ciências da natureza. A informação é que o caderno circulou pelo whatsApp.

O exemplar é de uma prova azul. Em cima de cada quesito está escrito, no teste de ciências da natureza, se o assunto abordado é de química, física ou biologia.

Semana passada, no primeiro dia do Enem, uma cópia da prova de redação vazou. A Polícia Federal comandou uma operação ontem em Fortaleza, no Ceará, e apreendeu dois celulares de duas fiscais.

SEM DANOS

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que a divulgação da prova do Exame Nacional do Ensino do Médio (Enem) em redes sociais antes do término da aplicação neste domingo, 10, não causou danos. Os responsáveis, declarou, serão punidos. Weintraub classificou como “terrorismo” o vazamento da prova no primeiro dia do teste, no último domingo, 3.

De acordo com o ministro, os responsáveis pela divulgação do segundo dia foram candidatos e não aplicadores. Houve registro de boletins de ocorrências para notificar o caso.

“O dano disso foi zero”, afirmou Weintraub. “Isso é um trouxa. É um babaca”, classificou o ministro, em referência a quem divulgou. “Tem que punir essas pessoas de forma exemplar para saber que uma ação danosa para prejudicar o coletivo não sai impune.”

O ministro ainda afirmou que os responsáveis vão ter que explicar o caso “pelo resto da vida” e negou que tenha sido um “vazamento” porque não teria saído da estrutura do Enem.

“Vai ser preso? Não. A gente não consegue nem prender ladrão contumaz, manter preso um ladrão contumaz… não vou polemizar”, comentou o ministro, sem citar nenhum nome específico.  (Atualizado para acréscimo de informações do repórter Daniel Weterman, da Agência Estado).


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