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Sup Wave com sotaque de Pernambuco

28 / nov
Publicado por Alexandre Gondim às 22:41

Paulo Farfan. Foto: Alexandre Gondim

Há algum tempo que os picos de surfe pernambucanos estão diversificados, não apenas surfistas em suas pranchinhas dividem as ondas, são bodyboards, longboards, surfistas de peito e cada vez mais numerosos e frequentes estão os surfistas remadores.

O Stand Up Padlle Wave, também conhecido como SUP Wave, chegou para ficar e já faz parte do “line-up” de vários picos da “terrinha”. Esse novo esporte começa a buscar o profissionalismo e procurar a organização para sensibilizar os produtores de eventos em incluir a categoria nos campeonatos. Este ano foi escolhido o primeiro campeão pernambucano de SUP Waves, Paulo Farfan, após duas etapas disputadas no circuito pernambucano 2018 organizado pela Federação Pernambucana de Surfe.

Enquanto o panorama competitivo pernambucano busca se firmar, os competidores que pretendem se aprimorar procuram campeonatos fora do estado. O Ceará aparece como principal destino por sua organização e comprometimento dos surfistas. “Lá no Ceará a turma é unida e bem articulada, com vários campeonatos, vale a pena ir competir lá”. Observa Davi Vieira, que costuma ir conferir pessoalmente.

Davi Vieira. Foto: Alexandre Gondim

No encontro que tive com os remadores Paulo Farfan, Davi Vieira, Ozias Fonteles e Pedro Pinto, no Nordestão, local frequente de treinos dos “SUPs”, surgiu a ideia da formação de um Clube de SUP para quantificar e unir os praticantes no estado e assim conseguir representatividade para conseguir a inclusão do Stand Up Padlle nos principais campeonatos e festivais que aconteçam. Os interessados é só procura-los no pico.

Pedro Pinto, Paulo Farfan, Davi Vieira e Ozias Fonteles no Nordestão. Foto: Alexandre Gondim

Já temos bons competidores que representam Pernambuco fora do Estado. Carlos Chalaça, é exemplo disso, atualmente é o nono colocado no circuito brasileiro profissional participando de campeonatos nacionais correndo atras de bons resultados e aprimorando sua performance.

Em Uluwatu, Carlinhos Chalaça levando o SUP Wave pernambucano para a Indonésia. Foto: Acervo pessoal

O campeão brasileiro de surfe, Cláudio Marroquim, conhecidamente um “waterman”( quando a pessoa prática vários esportes marítimos e tem uma relação muito próxima do mar), também compete em SUP e Kite Surf, disse que nos próximos eventos que organizar incluíra a categoria. “Irei organizar o Real Magia Surf Day e haverá a categoria SUP para estimular a prática do Stand Up”, me falou Claúdio durante uma seção de surfe em Itapuama.

 

Cláudio Marroquim. Foto: Alexandre Gondim

A vontade do grupo de Stand Up Paddle que encontram-se frequentemente na praia do Paiva, no Nordestão, é de que haja um circuito pernambucano organizado e com datas pre-definidas para que os competidores possam programarem-se e que com o ranking possa haver um credenciamento para eventos nacionais e internacionais.

Este ano, pioneiramente, aconteceu a “coroação” do campeão pernambucano com uma maior integração e organização entre os competidores haverá um número maior de interessados, com as datas pre-estabelecidas e com boas premiações atraíra competidores de outros estados gerando um salutar intercâmbio.

Tobias Barbosa pratica desde 2016 e acrescenta: “O SUP Wave aqui ainda tem um caráter mais de diversão, são poucos que tem a instigação para correr os campeonatos, já que a maioria são profissionais de outras áreas, já participei de dois campeonatos e notei que as pessoas participam de forma informal sem muito comprometimento e é sempre uma dificuldade para juntar um bom numero de competidores, falta mais acesso a equipamentos e patrocinadores para o esporte crescer.”

 Ozias Fonteles. Foto: Alexandre Gondim

Ozias Fonteles ressalta que o esporte é responsável pela longevidade do surfista pegando ondas, desde a popularização do Stande Up surfistas que estavam com algum problema para praticar outras modalidades voltaram ao mar através do SUP.

Vimos a criação e agora acompanhamos a disseminação de um novo esporte. Podemos remar em pé, pegar ondas deitados, de joelhos, com pranchas de todos os tamanhos, com ou sem quilhas, com ajuda de velas ou de pipas. É a democratização do surfe, sem preconceitos e acompanhando as mudanças da nossa sociedade. Viva o Surfe , Viva o SUP Wave !


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