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Medina fez sua parte em Pipeline

14 / dez
Publicado por Alexandre Gondim às 14:12

Gabriel Medina . Foto: @WSL / Ed Sloane

Gabriel Medina deu o primeiro passo o na busca pelo bicampeonato mundial no Havaí, ontem, 13/12, no Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons, que abriu o último desafio do World Surf League Championship Tour 2018.

Agora restam quatro baterias para confirmar o título, que para ele será decidido nas semifinais. Medina surfou tubos e voou nos aéreos logo após seus oponentes competirem na pior hora do mar em Pipeline.

Tomas Hermes . Foto: @WSL / Ed Sloane

Filipe Toledo perdeu e vai abrir a repescagem hoje. 14/12, com o havaiano Benji Brand, mas Julian Wilson teve sorte para tirar a vitória de Tomas Hermes no último minuto da bateria seguinte.

Os outros brasileiros que passaram direto para a terceira fase foram o potiguar Ítalo Ferreira, o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Yago Dora, que defende a última vaga para o CT 2019.

“A condição não é a ideal aqui e fiquei apenas tentando pegar muitas ondas. Estou feliz por ter vencido a bateria”, disse Gabriel Medina. “As ondas estão realmente desafiadoras lá dentro. É difícil saber quais serão boas e este ano vai ser um desafio, mas estou feliz por chegar no Havaí com uma pequena vantagem sobre os outros concorrentes ao título. Na verdade, estou realmente focado em mim mesmo. Sei que preciso fazer a final, então vou ficar focado em tentar fazer o meu melhor em cada bateria”.

Gabriel Medina. Foto: @WSL / Kelly Cestari

Medina entrou no mar depois das baterias dos seus dois oponentes, que foram as mais fracas de ondas na quinta-feira em Pipeline. Quando a dele começou, pegou um tubo logo na primeira onda para largar na frente. O australiano Connor O´Leary chegou a liderar, até Medina pegar outra esquerda em Pipeline e voar num alley-oop, ainda arriscando um aéreo-reverse na finalização, que não completou. Com a nota 5,77 dessa onda, ele tirou o primeiro lugar do australiano, mas ainda achou mais duas ondas com tubos melhores do que o primeiro para somar notas 6,93 e 6,23 na vitória por 13,16 pontos. O havaiano Benji Brand, vice-campeão da Pipe Invitational, as triagens feita só para havaianos, na última quarta-feira, 12/12, ficou em último.

Para Filipe Toledo e Julian Wilson, que dividem o segundo lugar no Jeep Leaderboard, a única chance de tirar o título das mãos do número um do ranking Gabriel Medina, é chegar na final em Pipeline. Se Medina passar das quartas de final, já terão que vencer o Billabong Pipe Masters. Caso Filipe e Julian cheguem na final, o vencedor será o campeão mundial de 2018.

Felipe Toledo.Foto: @WSL / Tony Heff

Julio achou uma direita no Backdoor que abriu a parede para fazer quatro manobras, a primeira do dia a proporcionar isso, que valeram nota 5,57 para vencer por 8,07 pontos, contra 6,40 do brasileiro e 4,57 da novidade havaiana no CT 2019, Seth Moniz.

Julian vibrou pela classificação direta para a terceira fase naquela difícil condição do mar, enquanto Filipe ainda terá que passar pelo havaiano Benji Brand no primeiro duelo eliminatório em Pipeline, para prosseguir na briga do título mundial.

Julian Wilson. Foto: @WSL / Ed Sloane

“Eu estava focado em tentar encontrar algumas oportunidades para surfar lá fora”, disse Julian Wilson. “Foram poucas, mas no final veio aquela onda ali que eu precisava, felizmente. Estou mais perto do título este ano, mas ainda precisando de um grande resultado aqui para conseguir. Eu acho que os três que estão na disputa, pensam em buscar isso para conquistar o título. Estamos todos no mesmo barco e foi muito bom passar uma bateria tão complicada assim”.

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