19
jul

“Estou de volta” desabafa Medina

19 / jul
Publicado por Alexandre Gondim às 17:19

Gabriel Medina fez os recordes do Corona Open J-Bay na decisão inédita com Italo Ferreira entre dois goofy-footers nas direitas da África do Sul . Foto: Pierre Tostee/WSL

Desde 1984, um goofy-footer não vencia a etapa sul-africana e o Brasil conseguiu quebrar esse tabu em dose dupla, com dois finalistas que surfam com o pé direito à frente da prancha nas direitas mais longas do World Surf League Championship Tour.

Com a vitória, Medina subiu para o sétimo lugar no ranking e é o atual campeão das duas próximas etapas. Ele agora tem chances até de brigar pela liderança no Tahiti Pro Teahupoo, que começa em 21 de agosto na Polinésia Francesa, assim como Italo Ferreira e o novo vice-líder, Filipe Toledo.

Foto: Ed Sloane/WSL

“O Italo está sempre me vencendo nas baterias e pra mim foi bom ganhar dele pelo menos uma vez”, disse Gabriel Medina. “Ele surfou muito hoje (sexta-feira, 19/7, aqui, começou bem a final e isso me deixou bastante desconfortável, mas estou muito feliz porque depois achei boas ondas para vencer. Fico contente também em fazer uma final inédita entre dois goofy-footers e ser campeão é melhor ainda, mas acho que o Filipe é um dos melhores surfistas aqui. Ele sabe o tempo certo da onda, como surfar essas direitas e foi muito bom fazer a final com o Italo e o Filipe ficando em terceiro lugar, foi ótimo para nós, brasileiros”.

Foto: Ed Sloane/WSL

Sobre a busca pelo tricampeonato mundial esse ano, Medina falou: “Eu estou de volta! Nós temos trabalhado muito forte para isso e ver agora três brasileiros na disputa direta pelo título é realmente gratificante. Esse campeonato é muito difícil e muito especial, então estou muito feliz por ter vencido. Parece uma loucura, mas estou na briga de novo. Eu venci as duas etapas que vem por aí no ano passado, estou surfando bem e vamos ver o que vai acontecer. Estou feliz por ter ganho o evento aqui hoje, mas no Taiti vamos começar do zero de novo”.

Italo Ferreira tinha acabado com a chance de Filipe Toledo tentar um igualmente inédito tricampeonato consecutivo em Jeffreys Bay, derrotando-o na semifinal. Filipe assumiria a liderança do ranking se passasse para a final, pois o novo número 1 do Jeep Leaderboard, Kolohe Andino, já tinha perdido a bateria anterior para Gabriel Medina. Foto : Pierre Tostee/WSL

“Foi uma semana muito longa e fazer a final com o Gabriel foi incrível”, disse Ítalo Ferreira. “Ele surfou de forma incrível hoje (sexta-feira) aqui, estava detonando as ondas e me detonou também, mas tudo bem, estou feliz pelo meu desempenho também e o segundo lugar foi um grande resultado. É muito divertido surfar uma onda tão perfeita e desafiadora como essa. Eu sempre procuro surfar aqui sem crowd para treinar nessa onda e espero conseguir uma vitória aqui no próximo ano. Só tenho que agradecer a todos pelo carinho e parabéns ao Gabriel, que realmente conquistou merecidamente a vitória”.

Filipe Toledo. Foto: Ed Sloane/WSL

A corrida pelo título mundial feminino também tem uma nova líder, a tricampeã mundial Carissa Moore. A havaiana já tinha tirado a lycra amarela do Jeep Leaderboard de Sally Fitzgibbons, para quem perdeu a decisão do Oi Rio Pro em Saquarema, quando derrotou a norte-americana Caroline Marks nas semifinais. Na grande final, surfou a melhor onda da bateria e a nota 8,50 recebida acabou decidindo sua primeira vitória no ano, por 15,47 a 14,60 pontos da californiana Lakey Peterson, que repetiu o vice-campeonato do ano passado, quando foi derrotada pela australiana Stephanie Gilmore.

“Eu simplesmente tentei fazer meu melhor e estou muito feliz em voltar a sentir o gostinho da vitória e por voltar a vestir a lycra amarela de líder do ranking”, disse Carissa Moore. “Os últimos anos foram muito difíceis pra mim e estou realmente muito satisfeita por voltar a estar na briga pelo título mundial. Foi um evento em condições incríveis e com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas estou muito feliz e parabéns a Lakey Peterson, ao Italo Ferreira, ao Gabriel Medina, pois foi realmente um grande evento”.

Carissa Moore. Foto: Pierre Tostee/WSL

“É incrível e quase inacreditável conseguir fazer duas finais seguidas aqui em Jeffreys Bay”, disse Lakey Peterson. “A Carissa (Moore) está surfando incrivelmente bem, já é a segunda final seguida dela esse ano e eu fiz o melhor possível para tentar vencer, mas não consegui e parabéns a ela que mereceu o título. Espero levar esses bons momentos que vivi aqui para as próximas etapas e foco total para o restante do ano. Obrigado a todos que torceram por mim em casa, ao meu marido que está aqui e vamos com tudo para a próxima”.

Lakey Peterson. Foto: Pierre Tostee/WSL

Veja as baterias finais do Corona Open J-Bay;

 


Veja também